Sagres em OFF
Rubens Salomão

Deputados estaduais cobram rompimento de Caiado com Bolsonaro por gestão da pandemia

As medidas de combate à pandemia e as crises social e econômica provocadas pela covid-19 causaram debate entre deputados estaduais na última sessão remota da Assembleia Legislativa de Goiás. Deputados da base caiadista e da oposição se dividiam sobre as respostas dadas pela gestão estadual, mas criticaram a ausência do governo federal na coordenação de ações nacional e demora para providenciar vacinas contra o novo coronavírus.

O presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSB), e o líder do governo, Bruno Peixoto (MDB), usaram a palavra para defender as iniciativas da administração de Caiado e reclamar da lentidão da União na compra de vacinas. Depois disso, o governista Humberto Aidar (MDB) e Francisco Oliveira (PSDB), que está na oposição, mas tem alinhamento com Caiado, defenderam o rompimento do governador com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Esse governo é uma desgraça. As pessoas estão morrendo e não se faz nada. Quando foi apresentado o ministro, o anterior, general passa medo (Pazuello), disse que novo ministro é do mesmo time dele. Ou seja: não vão fazer nada. Infelizmente esse cidadão que hoje lidera o governo, nós estamos literalmente perdidos e perdido está quem estiver atrelado com ele”, afirmou Humberto.

“Temos que pressionar esse presidente omisso. Agora, temos que pressionar também o governador, que está aceitando a canga e deixando as coisas ficarem como estão”, discursou Chiquinho.

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Divisão

Em entrevista exclusiva à Sagres, nesta quinta-feira (18), o governador Ronaldo Caiado (DEM) elogiou o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e evitou criticar o presidente Jair Bolsonaro. No entanto, reforçou críticas aos bolsonaristas, que se manifestam pela reabertura de atividades econômicas em meio ao pior momento da pandemia em Goiás.

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Apaziguou

A reunião da bancada de vereadores do MDB em Goiânia, realizada na manhã desta quinta-feira (18), teve sequência à noite, em conversa dos parlamentares com o prefeito Rogério Cruz. Saíram do Paço com a decisão de manter apoio à administração, principalmente com a garantia de que os compromissos assumidos na eleição de 2020 serão mantidos, mesmo com o processo de reforma do secretariado.

Em conjunto

Repercutiu mal entre os emedebistas a possível indicação do filho do vereador e líder da bancada, Clécio Alves, Luan Alves, para a presidência da Comurg. A tendência agora é de que o cargo seja ocupado por indicação de consenso entre todos os vereadores.

Para hoje

Já a conversa do presidente do MDB em Goiás, Daniel Vilela, com o presidente do Republicanos no DF, Wanderlei Tavares da Silva, foi adiada para esta sexta-feira (19).

Ensino superior

A Frente de Defesa das Instituições Públicas de Ensino Superior (Ipes) em Goiás enviou, nesta quinta-feira (18), um ofício aos deputados federais goianos pedindo a correção de valores do orçamento 2021 para reverter os cortes previstos para o período. Em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) prevê um corte de 18,2% no orçamento discricionário das universidades e institutos federais em comparação com o ano passado.

Composição

A frente, composta pelas reitorias, entidades sindicais e entidades estudantis e organizações da sociedade civil como a Associação de Egressos e Egressas da UFG, aponta que, com a redução, o funcionamento das instituições fica inviabilizado. Segundo informado, com esse corte, há uma parcela de 55,28% em recursos condicionados. Desta forma, o documento pede a correção dos valores em R$ 1,2 bilhão para as universidades e R$ 500 milhões para a Rede Federal, que seria o total necessário para a reposição dos valores referentes a 2020.

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