O meia do Atlético, Bida, será julgado nesta terça-feira (14) no Superior Tribunal de Justiça Desportiva após ser flagrado em exame antidoping. A sessão começa às 18h e o jogador pode ser suspenso por dois anos. O atleta foi suspenso preventivamente por um mês e está afastado dos jogos do Dragão desde o dia 26 de julho.

No exame realizado pelo jogador no dia 24 de junho pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro Série A acusou o uso de uma substância proibida pelo Regulamento de Controle de Dopagem, o diurético “hydrochlorothiazide (HCT)”.

A defesa irá se basear no fato de que na semana que antecedeu a partida contra o Fluminense, o médico do clube e responsável pela análise dos medicamentos, Rômulo Peixoto, veio a óbito, o que teria ocasionado numa lacuna de quatro dias sem tais orientações profissionais aos técnicos que trabalham no departamento de nutrição, podendo assim ter causado um erro de prescrição de medicamentos.

O departamento jurídico ainda ressalta que a substância encontrada, conhecida como hidroclorotiazida, é um diurético popular que age inibindo a capacidade do time reter água. Isso, ainda segundo o clube goiano, reduz o volume do sangue, diminuindo o retorno sanguíneo ao coração, o que reduziria a resistência cardiovascular periférica. Dessa forma, a alegação é de que não se trata de uma substância para aumentar o rendimento, mas uma substância proibida pela Comissão Nacional de Controle de Doping, já que pode mascarar outros medicamentos que estão na lista de produtos vetados.

Bida vai prestar depoimento no STJD, além dele o médico Sandro Laboissiere Paes Barreto, que substituiu Rômulo Peixoto, e a fisioterapeuta Fernanda Machado Rezenda também falarão sobre o caso.

Com Justiça Desportiva