“Um golpe sangrento, cruel e covarde”. Assim, o presidente do diretório metropolitano do PMDB em Goiânia, Emival de Oliveira, definiu a tentativa de lideranças da legenda de dissolução do diretório do partido na capital.

Descontentes com a “omissão” do PMDB em relação a casos de infidelidade partidária, como a do atual secretário de educação Thiago Peixoto, agora no PSD, e dos vereadores Santana Gomes e Túlio Maravilha (que renunciou ao mandato), um grupo de peemedebistas enviou documento ao diretório estadual pedindo a dissolução do diretório metropolitano e destituição de Emival de Oliveira do cargo.

“Vereadores do partido tentaram compor forças com a oposição. Na eleição para o governo do Estado, tivemos o nosso candidato e membros do partido não apoiaram. São pontos que levaram a essa insatisfação”, justificou o vereador Clécio Alves.

No entanto, Emival vê a ação como uma “represália” ou tentativa de revanche devido ao resultado do processo que o elegeu para o cargo. “Esse pessoal que está pedindo a dissolução foi derrotado na eleição que me colocou na presidência. O argumento deles é muito fraco e sem procedência”, rebateu.

Emival acredita que o pedido de dissolução foi pensado por Iris Resende e executado pelos vereadores peemedebistas de Goiânia e disparou: “É um grupo de fisiologistas que não pensam em Goiânia ou no partido. Nós estamos com a consciência tranqüila e não fomos omissos em nenhum momento”, garantiu, em entrevista ao repórter Rubens Salomão, da RÁDIO 730.

O atual presidente do PMDB em Goiânia ainda afirmou que vai se defender das acusações até o fim. “É um golpe sangrento, cruel e covarde. Vou preparar a defesa e não vamos morrer deitados. Vamos cair de pé e lutar”.

O presidente regional do PMDB, Adib Elias, não quis se pronunciar sobre a questão antes da reunião partidária que será realizada na manhã próxima quarta-feira (21), no diretório em Goiânia.