Responsáveis por salvar milhares de vidas todos os anos, as vacinas são de grande importância para a erradicação e diminuição de várias doenças graves. Isso também vale para as gestantes.
De acordo com a Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, mais da metade das gestantes deixaram de receber doses de vacinas importantes ao longo de 2020, fator que causa preocupação não só para as mães, como explica o ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Túlio Sardinha. Confira a entrevista a seguir a partir de 00:09:00
“Isso nos traz uma grande preocupação porque são patologias que acometem a gravidez e vão trazer sequelas para os recém-nascidos”, afirma.
De acordo com o Ministério da Saúde, gestantes precisam estar em dia com as vacinas Tríplice Bacteriana Acelular (dTpa), que protege contra Difteria, Tétano e Coqueluche; Hepatite B, doença que pode ser transmitida para o bebê durante a gravidez e amamentação; Influenza e Covid-19.

Túlio Sardinha explica que durante o período da gestação, a imunidade da mulher cai, e a falta de proteção pode prejudicar o bebê. “Uma paciente que está gestante e é acometida pelo vírus da Influenza, com certeza terá um prognóstico bem pior, assim como foi visualizado na Covid-19 também, com o coronavírus. É uma proteção de uma vida que está vindo, de um recém-nascido, porque são doenças que vão acometer o feto, que podem levar a um aborto, mau-formação fetal, pode levar a um natimorto. Há todos esses riscos”, argumenta.
Vacinas que a gestante NÃO pode tomar
Algumas vacinas são totalmente contraindicadas para gestantes, pois podem provocar reações adversas e complicações com o bebê. Uma delas é a Tríplice Viral, vacina que protege contra o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola.
Essa vacina, no entanto, pode ser aplicada no puerpério (pós-parto) e durante o período de amamentação.
A vacina Tríplice Viral, que protege contra o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola, não é indicada para gestantes, mas é muito importante e essencial para outros grupos de pessoas.
As vacinas contra o HPV e contra a Varicela (também conhecida como catapora), só podem ser aplicadas após o nascimento do bebê. Já a vacina contra a Dengue é contraindicada também durante a amamentação.
As doses a seguir somente devem ser aplicadas com a indicação clara do médico:
- Hepatite A e Hepatite A e B: a Hepatite B faz parte do calendário padrão, mas a Hepatite A pode ser considerada se a gestante estiver muito exposta às situações de risco.
- Pneumocócicas: esse conjunto de vacinas, realizadas em sequência, protegem contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae como pneumonia, otite média aguda, sinusite, meningite, e bacteremia. Devem ser aplicadas em gestantes de risco.
- Meningocócica Conjugada ACWY e Meningocócica B: as vacinas que protegem contra a meningite meningocócica poderá ser aplicada na gestante caso ela viva em uma região de risco epidemiológico e se houver recomendação médica.
- Febre Amarela: a vacina contra febre amarela é, geralmente, contraindicada para gestantes. No entanto, se o risco de infecção for maior que o risco potencial da vacina, o médico poderá indicar a aplicação.













