Entra em reta final o período de coleta de dados para o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani). Desde o primeiro semestre, em 123 cidades brasileiras pesquisadores visitam mais de 15 mil crianças de até 5 anos de idade . A fase de coleta de dados, prevista para encerrar em dezembro, deve ser concluída em janeiro.
Foto: Sagres Tv
Em Goiás, até o final do estudo, devem ter sido visitadas 1.230 famílias em 11 cidades – Goiânia, Aparecida, Anápolis e a maioria na região do Entorno de Brasília. A nossa equipe acompanhou uma dessas visitas no Jardim Tiradentes, em Aparecida de Goiânia. A pesquisadora foi na residência da dona de casa Maria Aparecida de Jesus Nascimento, avó da Isabele, de 2 anos.
Durante a visita, Isabele foi pesada e medida, a pesquisadora Gisela Oliveira fez cerca de 60 perguntas sobre hábitos alimentares da família e especialmente da criança. “Ela gosta de fritura, mas a gente sempre tenta levá-la a comer coisas saudáveis como frutas e verduras”, conta Maria Aparecida.
Depois da visita da pesquisadora, num outro momento, as casas recebem uma equipe de um laboratório, que coleta amostra de sangue das crianças. O exame permite um mapeamento sanguíneo de 14 micronutrientes, como minerais zinco e selênio. O exame, sem custos para as família, não sai por menos de R$ 800, 00 na rede particular.
O Enani é coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi encomendado pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A meta é avaliar práticas de aleitamento materno, consumo alimentar e estado nutricional.
O estudo vai ajudar o Governo Federal e os município a avaliar as políticas públicas que são utilizadas e traçar novas estrategias. “O resultado vai ajudar a ver em quê estamos acertando e o que precisamos mudar. Se apontar que as crianças estão acima do peso, vamos atacar nessa área”, afirmou achefe de Redes Temáticas e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida, Bruna Aniele.
Confira a reportagem de Silas Santos
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