Goiás e Vila Nova se enfrentam neste sábado a partir das 16h20, no estádio Serra Dourada, pelas 15ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. É um duelo que tem 68 anos de história. Craques inesquecíveis já passaram por ambos os times, e honraram não só a camisa destes clubes, mas a história do futebol goiano.

Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, é um dos maiores jogadores e torcedores que o Goiás Esporte Clube já teve em toda a sua história de vida. Hoje, Gerente de futebol do Internacional, fala sobre o sonho de um dia assumir o comando administrativo do Goiás, além da temporada de 1999.

“Eu sou apaixonado pelo Goiás, e fico triste em ver o time na situação que estava, e achei que o Iarley ia jogar muito, assim como já está provando nos jogos. Liguei para ele, e pedi por mim e pelos torcedores para voltar para Goiânia. Como o Kléber não o conhecia muito bem, então acabei ajudando.

O Goiás não é equipe para ficar na Série B, ele tem estrutura e história para ficar na Série A”, declara.

Questionado se pensa em assumir de repente um cargo de Diretor do Goiás ou treinador, ele afirmou que para ser técnico acha mais difícil. Segundo ele, nunca se sabe o que vai acontecer no futuro, então vai se preparar dia-a-dia para crescer nesta profissão, e talvez posteriormente assumir algum cargo no Goiás.

“Não me vejo no Estado de Goiás vestindo outra camisa ou assumindo qualquer tipo de função em outro clube que não seja o Goiás”, revela.

Quando voltou ao clube em 2009, ele citou que houve ingenuidade, e na entrevista, o ex-jogador explica ao repórter Vinicius Tondolo qual foi a lição que tirou.

“Na minha volta, eu deixei de vender meu direito federativo muito caro, deixei de ganhar três vezes mais do que fui ganhar no Goiás, para tomar uma decisão passional. Foi ingenuidade minha ver as coisas pelo lado da paixão e não pelo lado da razão, e que depois ninguém entendeu. Eu não vendi meu direito federativo para o Goiás, eu fui de graça, não recebi luva para ir para o Goiás. Meu salário foi bem mais baixo do que poderia ter assinado em outro lugar, mas sempre fui um cara que nunca guardei mágoa de ninguém”.

“A imprensa goiana ainda não se deu conta da força que nós temos. Temos dois clubes na série B com força para chegar a Série A, e se tivesse uma mobilização para que o futebol de Goiás crescesse, pode ter certeza que teríamos a possibilidade de termos três clubes na primeira divisão”, opina.

Sobre o grande clássico de 1999, o jogador sempre considerou especial, e acha bonito ver o vermelho e o verde dentro do estádio Serra Dourada. No entanto, ele ressalta que o torcedor perdeu muito da paixão, ficando mais o ódio pelo adversário. Segundo ele, o Goiás só é grande porque tem um adversário como o Vila Nova.

A polêmica de que o Goiás teria entregue o jogo para o Santa Cruz naquela temporada de 1999 para tirar o Vila Nova, Fernandão negou que houve isso. Ele afirmou que o Goiás jogou para ser campeão, e se beneficiou um time ou outro, é problema de quem não teve competência de fazer o que deveria ter feito. Para ele, naquela época o Vila Nova foi incompetente de não ter conseguido nenhum ponto contra o Goiás.