O treinador rubro-negro, em entrevista exclusiva ao repórter Juliano Moreira, da Rádio 730, não escondeu a insatisfação com o desempenho do time na noite deste sábado (7), no estádio Rei Pelé, em Maceió. A derrota por 4×1 não estava nos planos de Gilberto Pereira, mas o comandante não contava também com a forma como o time alagoano construiu a vantagem no decorrer da partida.

“Perder faz parte, mas não dessa forma. Foi humilhante, com o perdão do CRB, mas deixamos muito a desejar. Fomos muito aquém da realidade do Atlético. Não podemos prever o perigo, fizemos apenas uma obrigação, fizemos muito pouco. Estou chateado com o que aconteceu hoje, temos que rever a atitude de todo mundo”, afirma.

Na segunda partida que fez contra a equipe regatiana, o Atlético não conseguiu mostrar poder de reação, principalmente na seguda etapa. Gilberto Pereira não foge da responsabilidade de conduzir a equipe nesta reta final da Série B, mas pondera que é preciso observar o grupo, e que não consegue fazer o resultado sozinho, e já mostra preocupação com uma possível aproximação com o Z-4.

“O treinador faz aquilo que tem que ser feito, mas é conjunto. Tem que ter mais atitude. O que nos cabe, vamos fazer, se tiver que mudar, vamos mudar. Eu visualizo o problema, mas preciso da participação do grupo. Eu sozinho não consigo fazer o resultado. O tempo é curto e o perigo está batendo à nossa parte. Temos que questionar não apenas um profissional, mas sim o grupo”, ressalta.

O Dragão, que já havia emplacado duas sequências de invencibilidade ao longo da competição, agora já soma duas derrotas consecutivas. A próxima partida é contra o Sampaio Corrêa na próxima terça-feira (10), às 21h30, em São Luís, outro postulante a G-4, que certamente buscará vencer diante de sua torcida. Gilberto Pereira destaca que é preciso consertar o que está errado, e não jogar o ano fora nas últimas rodadas.

“Não podemos deixar por água abaixo tudo o que foi feito. Não foi uma equipe que mostrou qualidade em um passado recente, errando em saídas de bola, temos que rever tudo isso. É um alerta que faço desde o jogo contra o Bragantino, é uma acomodação, achando que já foi feito o dever de casa”, conclui.