O projeto que o governo do Estado de Goiás enviou à Assembleia Legislativa que visa a alteração da Lei do Fundo de Reaparelhamento e Modernização do Poder Judiciário (FUNDESP) tem gerado opiniões divergentes na Casa.

De acordo com a proposta do governo, 30% dos recursos financeiros do Poder Judiciário devem ficar com o Executivo, redistribuídos então aos órgãos judiciais.

Os órgãos beneficiados são a Secretaria de Segurança Pública, com 9%, Agência Prisional, com 8%, Ministério Público, com 8%, Procuradoria do Estado, com 2%, Defensoria Pública, com 2%, e a Secretaria de Cidadania e Trabalho, com 1%.

O projeto já foi lido e será encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça, para dar prosseguimento ao trâmite.

O Deputado Daniel Vilela (PMDB) relata que o partido ainda vai discutir o assunto de forma conjunta.

“Eu penso que existem duas questões a serem discutidas nesse projeto. Primeiro é a facilidade de acesso que a população teve com o Poder Judiciário, com os recursos que estão sendo bem geridos. Segundo é a constitucionalidade do projeto”, relata.

Por outro lado, o Parlamentar faz um alerta para a maneira como serão geridos os recursos após uma provável alteração.

“A gente precisa discutir se vamos tirar um recurso que está sendo bem gerido e passar para um que temos dúvidas se será bem gerido como está sendo pelo Poder Judiciário”.

O Líder do Governo Hélder Valin (PSDB) ressalta a importância da discussão da alteração do projeto entre os deputados.

“É importante entrarmos nesse debate, numa redistribuição de um valor importante para a sociedade”, afirma.

O Tribunal de Justiça lamenta a intenção do governo em nota oficial, alegando que a arrecadação do Poder Judiciário é usada para a manutenção e construção de novos prédios no Estado.

No entanto, o líder do Governo na Casa afirma que os representantes do Tribunal de Justiça estão convidados a discutir a proposta da mudança do FUNDESP juntamente com a Assembleia.