Na última terça (23) o presidente Sérgio Rassi foi aclamado para mais um mandato à frente do Goiás, para os anos de 2016/2017. Seu nome era unanimidade entre os conselheiros do clube, que não viam outra possibilidade a não ser a continuação dele na presidência, mesmo após o rebaixamento para a segunda divisão do Brasileiro.

Presidente do conselho deliberativo, Hailé Pinheiro foi um dos que ficou extremamente contente com a reeleição de Rassi. Ele não esconde também que os bastidores do clube estão em clima de otimismo para os próximos anos:

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“Estamos muito animado porque o importante não é só a Série que o time está. Queremos manter o clube como está agora, a administração do Sérgio foi das mais profícuas, tanto é que a eleição não teve concorrente. A administração dele foi ímpar, sensacional, o clube está muito bem consolidado. Quanto ao futebol nós já estamos montando um grande time novamente e vamos estar de volta à Série A”.

Analisando a próxima gestão de Sérgio Rassi, Hailé diz que não se preocupa com o futuro do clube e que confia não só no presidente, como também em vários outros homens fortes do clube. Esse é um dos pontos que o fará deixar a administração do clube ao fim do seu mandato como presidente do conselho deliberativo, junho de 2017.

Ele explica: “A próxima eleição do Goiás não serei eu a conduzir, será outro presidente (do conselho). Meu mandato vai vencer e não vou mais me reeleger, chegou o momento de eu parar. Tem muitos dentro do Goiás com capacidade para me substituir”.

Saída de Harlei

Uma das indicações diretas de Hailé Pinheiro era o ex-goleiro Harlei Menezes para o cargo de direção de futebol do Goiás. Porém, após o fracasso no Campeonato Brasileiro, a torcida o viu como o principal responsável pelo fato e o presidente Sérgio Rassi preferiu por demiti-lo do cargo e contratar um profissional de gestão.

Hailé Pinheiro revela que participou também da decisão de trocar o comando do futebol, assim como outros membros importantes da administração de Rassi, e não descarta uma volta de Harlei ao Goiás:

“É uma situação normal, às vezes você afasta até um filho da sua empresa, por exemplo. Às vezes é necessário fazer isso e o Sérgio achou por melhor trocar o Harlei, apesar de que ele não o fez sozinho, ele conversou com todos. Fiquei chateado, mas é assim, quem sabe o Harlei não volte um dia”.

*A entrevista foi concedida ao repórter André Rodrigues.