O delegado responsável pela investigação da morte do advogado Davi Sebba, Murilo Polati Rechinelli, apresentou a conclusão do inquérito à imprensa na manhã desta quinta-feira (6), na Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH). A conclusão dele é de que a vítima foi executada sem qualquer chance de defesa ou reação.

De acordo com Murilo, os mais de 11 meses de investigação derrubaram a versão apresentada pelos policiais, de que teria acontecido uma troca de tiros. O delegado afirma que a cena do crime foi alterada, e que tanto a arma encontrada no banco de passageiros como o tabela de maconha encontrado três dias depois foram plantados. A Polícia Civil não conseguiu determinar quem plantou as provas contra a vítima.

O investigador contou que os policiais dispararam pelo menos sete vezes contra Davi e ainda foi constatado que o tiro que matou o advogado partiu da arma do soldado Jonathas Atenevir Jordão.

Além de Jonathas, o soldado Luiz Frederico de Oliveira e o tenente Edinailton Pereira de Souza foram indiciados por homicídio qualificado, fraude processual, usurpação de função pública e porte ilegal de arma de fogo. O capitão Durvalino Câmara foi acusado de usurpação de função.