A Justiça de Goiás decidiu na manhã desta quarta-feira (23) pela liberação das contas da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) que haviam sido bloqueadas no início da Operação Vendilhões, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MP-GO).

A decisão é da juíza Placidina Pires, juíza de Direito da Vara Estadual de Repressão ao Crime Organizado e à Lavagem de Capitais, na qual a magistrada afirma que a Afipe é vítima na investigação.

“Entendo necessário ressaltar que a ASSOCIAÇÃO FILHOS DO PAI ETERNO – AFIPE figura como vítima dos supostos fatos criminosos objeto de apuração no PIC 02/2018 – GAECO, de forma que não se mostra razoável a manutenção do bloqueio judicial, sobretudo considerando que a referida associação já providenciou, por conta própria, a adoção de algumas medidas internas para afastar eventuais riscos de reiteração das práticas ilícitas – dentre elas, a troca do corpo diretivo da AFIPE, o afastamento cautelar do Padre ROBSON DE OLIVEIRA, a concessão de licença remunerada à investigada RAUANE CAROLINA AZEVEDO, até a conclusão das investigações, e a rescisão contratual de ANDERSON REINER FERNANDES”, diz um trecho da decisão.

Em nota, a nova direção da Afipe diz que “está tomando todas as providências para que não haja nenhuma mancha ou dúvida nas suas ações, que sempre buscaram a evangelização” e que a “verdade precisa vir à tona para continuar a cumprir o dever de evangelizar através do Santuário de Trindade e nos meios de comunicação social”.

No dia 21 de agosto, o padre Robson de Oliveira pediu afastamento da presidência da Afipe e de suas funções da reitoria do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. Ele nega todas as acusações de supostas irregularidades investigadas na operação.

Confira a íntegra da decisão da juíza Placidina Pires

decisao_pedido_de_desbloqueio_judicial_5440425.36_afipe