Recém-eleito presidente do Atlético Clube Goianiense, Maurício Sampaio concedeu entrevista exclusiva à Rádio 730 na manhã dessa sexta-feira (09), durante o programa Hora do Esporte, com a participação de Ronair Mendes, Nivaldo Carvalho e Rafael Bessa. Entre os assuntos debatidos estiveram o projeto para o Dragão nos próximos dois anos e o veto de alguns veículos de comunicação ao Atlético após a nomeação de Maurício como presidente.

Confira as principais discussões do programa e, logo depois, o áudio com a entrevista completa:

Nivaldo Carvalho – Maurício, já dá para fazer alguma projeção para o ano do Atlético? Saber como vai ser o investimento para os campeonatos que o clube enfrenta esse ano?

Maurício Sampaio – Ainda não sei qual o orçamento que teremos para temporada então, não dá para fazer muitas projeções. No dia 14 de janeiro vamos sentar e ter as prestações das contas. Só então vamos saber o que faremos e planejar para ter uma temporada equilibrada financeiramente e satisfatória dentro de campo. Seria muito prematuro eu projetar algo agora, até porque ainda precisamos saber se vai sair ou não o refinanciamento das dívidas dos clubes.

Nivaldo Carvalho – O recente embate entre o Bom Senso F.C. e o deputado Jovair Arantes pode atrapalhar ou influenciar na sanção ou não da presidente Dilma à esse projeto de refinanciamento?

Maurício Sampaio – A possibilidade do veto sempre existiu e acho que se isso acontecesse seria terrível para todos os clubes. São mais de 700 clubes no Brasil e hoje menos de 500 funcionam. São vários jogadores que recebem salários pequenos e não fazem parte desse movimento que estão prejudicados. São jogadores já enfim de carreira, que recebem salários astronômicos e quase não chutam mais a bola que querem se denominar de “bom senso”. Que bom senso?

Nivaldo Carvalho – É verdade que o Atlético tem um dinheiro para receber da Caixa Econômica Federal, mas por conta das dívidas com o governo federal não pode receber?

Maurício Sampaio – Sim, sem a quitação com o INSS não teremos a certidão negativa que contrata vínculos com governo, seja federal, estadual ou municipal. Se esse refinanciamento não sair, o Atlético vai passar um período muito ruim financeiramente. Mas eu acredito no bom sendo da presidente Dilma para sancionar essa lei.

Nivaldo Carvalho – Você foi procurado por vários personagens importantes do Atlético para ser presidente. Isso te garante apoio integral à frente do clube?

Maurício Sampaio – O que nós queremos nessa gestão é que toda pessoa apaixonada pelo Atlético possa fazer parte do dia-a-dia e ajudar no clube. Sei que terei por parte dos companheiros todo empenho e todo comprometimento em buscar soluções e trazer o melhor para o Atlético. Sei que tenho a confiança deles e que estaremos juntos nos próximos dois anos.

Nivaldo Carvalho – Após sua eleição, alguns veículos de comunicação anunciaram veto à cobertura do dia-a-dia do Dragão. De que forma, como presidente, você vê essa situação?

Maurício Sampaio – Quem será o maior prejudicado é o ouvinte, que não terão as informações do seu clube. Vejo tudo isso com muita tristeza, mas o clube sempre estará de portas abertas à qualquer veículo de comunicação (…) Acho que são meios que devem seus conceitos, quem vai acabar pagando é o ouvinte e o telespectador. No Atlético estaremos à disposição a qualquer momento de qualquer emissora.

Sobre esse repúdio à minha pessoa, eu volto a dizer: sou inocente. Quem quiser saber, pega o inquérito e leia. É um absurdo o que fizeram comigo e com a minha família. Fiquei em silêncio em respeito à família e a um pai que passaram pela dor de perder um filho. Uma coisa é o que a justiça aponta, ela não pode se perder pela imprensa.

Não se vende fato, notícia, se vende publicidade. Crucificaram um homem que tem história em Goiânia, foi muito ruim com a minha família e acho que todos deveriam refletir sobre isso. Não se condena uma pessoa sem se provar. Tenho minha consciência tranquila e enfrento tudo de cabeça erguida. Nunca usei de uma rádio, da imprensa, para acusar ninguém. Mas, daqui para frente eu vou defender o meu direito de ser livre e ser respeitado, como qualquer pessoa.

Rafael Bessa – Quando o cronista Valério Luiz foi assassinado você já havia deixado o Atlético. Porque você acredita que seu nome foi envolvido?

Maurício Sampaio – É uma pergunta muito pertinente. Sou o único mandante que não tem um executor. Quem foi acusado de ser o executor, alegou à polícia que o cronista teria mexido com a esposa do dirigente do Atlético. Eu já não estava lá, foi uma brincadeira de mau gosto. Depois ele já não era mais o executor, apareceu um policial militar envolvido. É muito estranho alguém pensar que um PM iria colocar na cena de um crime alguém estranho a ele. Não entra na cabeça.

Foi preso o tal do Marquinhos, que seria o dono da moto, do capacete e a arma. Então, cadê tudo? Não estaria em posse dele? Além disso, qual a outra linha de raciocínio da polícia? Ela nunca nem reconstituiu o crime. Eu estou sendo penalizado porque parte da imprensa me condena. Sempre me disse que me defenderia na justiça e foi o que eu fiz. Fui interrogado e me defendi, tenho a consciência tranquila.

Ninguém pensa nas famílias que dependiam de mim, da dificuldade que estão. Eu sou um milionário que tem jato, imóveis em Goiânia, fazenda no Texas…cadê tudo isso? Isso preciso parar. São matérias falsas que fazem minha família sofrer. Sou pai e avô, tenho família em Goiânia sem nenhuma marca de violência. Tudo que tem acontecido é muito ruim, faz muita gente sofrer.

São manipulações de mentira. Ninguém conhece meu coração, sou muito diferente do que falam. Ajudava 13 instituições de caridade. O que fizeram foi me tirar do meu trabalho.

Rafael Bessa – Você teme que toda essa história pingue no Atlético? Porque assumir um clube de futebol nesse momento?

Maurício Sampaio – A torcida rubro-negra sempre me apoiou e à partir do momento que ela me aceitou, sabem do que pode vir a acontecer. Mas eu recebi grande manifestação por parte deles demonstrando apoio e fico muito feliz. Me alenta a trabalhar e viver mais o clube. Não vou perder tempo com falácias e bobeiras. Vou focar meu trabalho no futebol e montar um time capaz de responder a tudo isso.

Fora do campo cada um tem sua vida e seus problemas. Respeito cada um e vamos trabalhar todos dentro de uma ótica. Esperam muito de mim, eu sei, mas nada vai ser como era antes. Estou recebendo muito ônus e hoje estou sem possibilidade de fazer os investimentos que fazia no passado. Mas com trabalho e perseverança vamos passar por cima disso tudo.

A ENTREVISTA COMPLETA EM ÁUDIO:

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