A incidência de mofo branco nas plantações de Goiás levou a perdas consideráveis de produtividade da lavoura. Há plantações no Estado que tiveram até 30% de perda por causa da doença.
Uma vez alastrada, o controle da praga é de alto custo. Uma aplicação
de fungicida pode custar até R$ 100 por hectare, o que representa o mesmo que três sacas de soja.
A antecipação do plantio em até 20 dias e floração no período chuvoso
foram as principais causas para a disseminação da doença. O fungo Sclerotinia sclerotiorum pode atacar o caule e as folhas, chegando a destruir a planta inteira. Com temperaturae umidade adequadas, ele germina e começa a infectar a planta
que tem seu processo produtivo interrompido. As plantas com o
mofo branco costumam apresentar os sintomas após o florescimento,
período no qual estão totalmente desenvolvidas.
Disseminação
O engenheiro agrônomo da Cooperativa Agrícola Serra dos Cristais (Coacris), que fica no município de Cristalina, Renato Caetano, explica que o fungo pode ser introduzido numa área por sementes contaminadas e escleródios (estrutura de resistência do fungo).
Máquinas e implementos agrícolas, vento, restos culturais infestados e até mesmo sapatos utilizados em áreas contaminadas pelo fungo podem transportar os escleródios.
A água de irrigação e de chuva também podem servir de agentes
para a disseminação da doença. “No solo, a estrutura de resistência da doença se espalha e pode sobreviver até oito anos”, conta.
Os escleródios em fase de germinação formam os apotécios (sistema de reprodução do fungo, estrutura física semelhante a um cogumelo) que, por sua
vez, liberam os ascósporos (estrutura de reprodução do fungo) que são disseminados pelo vento ou outros meios.
Combate
Para o controle do mofo branco em solos infestados são recomendadas medidas integradas, pois devido à rapidez de desenvolvimento da doença, em condições de
ambientes favoráveis, medidas isoladas têm se mostrado ineficientes. Portanto, recomenda-se a utilização de fungicidas e de práticas culturais tais como rotação de culturas, eliminação de resíduos culturais econtrole da irrigação.
Fonte: Revista Campo








