Preocupados com falta de um cronograma de vacinação contra a Covid-19, municípios brasileiros cobram o Governo Federal sobre como se dará a imunização contra a doença do novo coronavírus.
Agência Goiana de Municípios (AGM) informou que participou hoje (8) de uma videoconferência com representantes de entidades municipalistas e com o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) Glademir Arold.
A CNM, através de uma Nota assinada por todas as entidades regionais, cobra do Governo Federal a elaboração de um plano de vacinação da população através do Ministério da Saúde “cumprindo a sua responsabilidade como prevê o art. 16 da Lei 8.080/1990”.
O presidente da AGM, Paulo Sérgio de Rezende (Paulinho) deu total apoio à medida.
Em nota, a CNM exige que o Governo Federal “providencie a contratação de todas as vacinas reconhecidas como eficazes e seguras contra a Covid-19 e assuma a responsabilidade pela distribuição para todas as unidades da Federação de forma urgente e equânime, sob coordenação do Ministério da Saúde e via Programa Nacional de Imunização (PNI)”.
Ainda na nota, a CNM “exige que o governo federal assuma de uma vez por todas sua responsabilidade prevista na legislação, adquirindo, programando e distribuindo insumos e vacinas necessários para o atendimento equânime de toda a população brasileira, evitando, desta forma, o acirramento do conflito federativo”.
Reunião em Brasília
Nesta terça-feira (8), após reunião com os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e governadores, Ronaldo Caiado (DEM) criticou o governador de São Paulo João Dória (PSDB) depois que o tucano sinalizou nas redes sociais que iniciará a vacinação naquele estado em 25 de janeiro, antes de todas as outras unidades da federação.
“São Paulo está convidando outros municípíos a recebere ma vacina. O que o Dória fez é um golpe, é uma irresponsabilidade”, argumentou o governador de Goiás.
Para Caiado, Dória não tem o direito de fazer um cronograma estadual de vacinação, e disse que a ação do governador causou um desconforto nos demais estados. Segundo o democrata, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), seu copartidário, teria feito acordo com o tucano para receber as doses.
“Ele [Dória] não é dono da vacina, é de propriedade do Ministério da Saúde. Temos que deixar claro isso, que o jogo do governador de São Paulo é irresponsável, pois trata da vida de pessoas”, disse Caiado.











