Com a pandemia da Covid-19, a preocupação com os idosos, que pertencem aos grupos de maior risco da doença causada pelo novo coronavírus, aumentou junto com os casos e mortes no país. O momento atual é de atenção com a vacinação desse público em todo o país.
O gestor administrativo da Associação Beneficente Auta de Sousa (ABAS) de Rio Verde, Jorge Meneses de Carvalho, afirma que a Covid-19 escancarou a carência de políticas públicas para que os idosos possam desfrutar de maior qualidade de vida no Brasil.
“Para isso se precisa de políticas públicas onde essa pandemia vem levantando o véu e mostrar a fragilidade das políticas públicas com a terceira idade. Quando se fala em envelhecimento, não podemos pensar só nas pessoas idosas, mas pensar no preparo dessas gerações Z que estão aí caminhando, de forma que elas cheguem amanhã de uma forma mais harmoniosa e equilibrada na terceira idade”, avalia.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em 2030, a quantidade de idosos vai ultrapassar a de crianças no Brasil. Em 2060, já serão mais de 60 milhões, o que representará um quarto da população de todo o país. Jorge Meneses avalia que a busca pela qualidade de vida na melhor idade deve começar ainda na infância.
“As crianças e os jovens de hoje precisam envelhecer com qualidade, com envelhecimento ativo e saudável”, analisa.
A ABAS
Um grupo de voluntários se mobilizou para reconstruir a antiga Vila dos Idosos que não oferecia condições adequadas de moradia e com um longo período de esforço e trabalho duro, foi então que finalmente no dia 9 de setembro de 2003, nascia a Associação Beneficente Auta de Souza-ABAS. Ao longo desses anos, a ABAS abraçou a missão de acolher e oferecer atendimento integral buscando a garantia de seus direitos, aos mais de 100 idosos que aqui são tratados com respeito e cuidado.
Hoje, a Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) atende idosos dependentes e ou independentes em estado de vulnerabilidade social, com ou sem vínculo familiar que não dispõe de condições de permanecer em sua família ou em seu domicilio, e recebem atendimento médico, têm educação física, equipe de enfermagem à disposição, farmácia, fisioterapia aquática, hidroginástica, psicologia, serviço social e terapia ocupacional.
Confira a entrevista na íntegra no STM #222 a seguir













