Nesta semana o Ministério Público de Goiás recomendou à Polícia Militar que atenda as ocorrências relativas à poluição sonora, já que a Agência Municipal de Meio Ambiente não tem condições de realizar o serviço.
O comandante do policiamento da capital, coronel Sergio Katayama afirmou, em entrevista à Rádio 730, que para realizar o trabalho a policia militar deve ser remunerada pela prefeitura, uma vez que não possui quadro de pessoal suficiente.
“O grande problema da polícia militar é que nós temos um efetivo de pessoal voltados para a violência e criminalidade, no entanto nós não temos a questão técnica, que seria o aferidor de volume de som e etc. Precisamos fazer acordos e convênios. Preciso de um certo tempo para adequar a problemática, tentando viabilizar uma forma, seja pagando hora extra, algo neste sentido para que a gente possa fazer este atendimento” explicou Katayama.
De acordo com Katayama a polícia militar está tentando viabilizar estas ações a mais de cinco meses, mas trâmites burocráticos atrapalham o andamento do projeto. O comandante afirmou que por enquanto a polícia não vai atender todas as ocorrências, somente os casos graves.
Déficit de pessoal
Diante da dificuldade para atender a população, o Coronel Katayama afirmou que atualmente a Polícia Militar possui um déficit de 4 mil policiais militares. Ele afirmou que o ano que vem mil novos policiais serão incorporados ao quadro. Enquanto o efetivo não aumenta o comando da polícia desenvolve estratégias para tentar suprir o quadro.
“Agora nós pagamos o policial em seu horário de folga, pagando hora extra, para compensar a falta de efetivo. Estamos estudando outras formas, talvez trazer os policiais que foram para a reserva e tem condições de trabalhar e também a questão dos policiais temporários. Tudo isso está sendo estudado pelo comando da Polícia Militar, para que agente possa em curto espaço de tempo retomar o efetivo necessário para que a gente faça o policiamento” declarou Katayama.












