O plano de reestruturação da Universidade Estadual de Goiás (UEG) é inconsistente e fere a autonomia da instituição. Essa é a opinião do presidente da Associação dos Docentes da UEG, Émerson de Oliveira.

Em entrevista á RÁDIO 730 nesta quinta-feira (22) ele defendeu um investimento maior na formação de professores para que estes possam suprir a demanda da educação no Estado. Segundo o presidente, o plano de reestruturação está na contramão dessa necessidade.

“90% dos cursos que estão sendo fechados são licenciaturas. Todos acompanharam a crise na Secretaria Estadual de Educação com a falta de professores em sala de aula. Se a UEG não é pensada para atender as necessidades de educação, ela perde o sentido”, argumentou.

Para Émerson, o Plano de Reestruturação e a mudança no estatuto estão em consonância e não abarcam necessidades emergenciais da educação no Estado. “Se faltam professores na sala de aula, não é fechando as licenciaturas que nós vamos atender essa demanda. O plano não fala de abertura de licenciaturas em áreas emergenciais. Nós precisamos formar”, defende.

Outro fator defendi do pelo presidente da Associação é a implementação do orçamento para a Universidade. “O governador tem dito de forma veemente que a UEG é a quinta pior universidade pública do país. No entanto, ele esquece que ela tem o pior orçamento das universidades públicas, menor que o da Estadual da Paraíba, que é um Estado bem mais pobre”, exemplificou.

“Acho que isso é sinal de que os profissionais que constroem essa Universidade tem compromisso e tem se desdobrado pra conseguir alguns resultados”, complementou.