O volume de cana-de-açúcar moída desde o início da safra pelas usinas do centro-sul do Brasil apresentou queda de 15% na comparação com os cinco primeiros meses da safra passada.
Em entrevista concedida à repórter Nathália Lima, o Presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás, André Rocha explicou que no ano passado, em função de 2009 ter sido um ano bastante chuvoso, muitas canas não puderam ser colhidas em virtude da chuva.
“Estas canas ficaram no campo e o verão foi menos chuvoso. A safra 2010-11 pode ser iniciada antes, sendo que algumas unidades no Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo emendaram a safra por ter cana pronta no campo, e assim a safra foi antecipada”, declara.
Segundo ele, no ano de 2010, houve um inverno seco e sem chuva, muitas canas secaram no campo, o que fez com que elas não se desenvolvessem para a safra deste ano, tendo em torno de 40 milhões de toneladas a menos colhidas este ano em comparação com o ano passado.
“Primeiro está sendo prejuízo para o produtor. O plantio da safra do ano que vem já foi finalizado. A maior parte da cana se planta e faz o corte depois de um ano e meio e como já estamos no final de julho quase toda a cana já foi planada. Vamos ter um aumento muito pequeno da safra para o próximo ano”, explica.
O Presidente do Sindicato destacou a necessidade de que se renovem os canaviais, que se aumente a área plantada e a quantidade de usinas, caso contrário, haverá sempre o período de stress em relação ao etanol, aumentando a importação de combustível.













