O projeto “Diaspóricas” lançou a segunda temporada no dia 17 de janeiro. A série musical começou em 2022 para dar visibilidade ao talento de artistas e musicistas negras goianas ou que vivem no estado. “São mulheres que por vezes são invisibilizadas por questões raciais e por questões de mercado, mas a gente não imaginava que a série cresceria tanto em sucesso e que a gente conseguiria alcançar vários horizontes”, disse a diretora, Ana Clara Gomes.

A primeira temporada mostrou o talento de Nina Soldera, Érika Ribeiro, Sonia Ray e Lene Black. Segundo a diretora da série, Ana Clara, elas se conheceram no projeto de extensão que deu origem a série “Diaspóricas” e fizeram participações em eventos em São Paulo, como o Festival Mário de Andrade. 

Depois disso, então, elas montaram um projeto chamado “Diaspóricas – o show”, que agora chega à segunda temporada. “A gente está vendo que o projeto está dando frutos e estamos muito felizes que tenha ganhado cada vez mais visibilidade”, celebrou Gomes.

“A série vem no sentido da visibilidade do protagonismo negro feminino nas artes, tanto na música quanto no audiovisual. A nossa equipe de produção é composta majoritariamente por mulheres negras, temos duas mulheres brancas e  um homem no projeto, e a equipe se expandiu nessa temporada”, disse a diretora.

Talento das musicistas negras

A série musical chega à segunda temporada com outras quatro artistas e musicistas negras: Flávia Carolina, Kesyde Sheilla, Maximira Luciano e Inà Avessa. Flávia é cantora, compositora, zabumbeira e atriz. Mas além da música, a artista protagonista do primeiro episódio da segunda temporada também atua no circo, desenha e é poetisa.

Kesyde Sheilla é a estrela do segundo episódio e fala sobre a vida em manifesto. “Do pé que pisa a terra, da terra que dá vida, das mãos que têm sementes, Kesyde é semeadura na vida das meninas em que semeia música”, contempla a descrição do episódio. A artista é clarinetista e corista. Então, o terceiro episódio é com a musicista Maximira Luciano, que toca cavaquinho. E no último episódio da temporada, a rimadora Inà Avessa fala sobre a potência dos seus  versos e prosas.

Assim, com os episódios da segunda temporada já são oito mulheres negras com suas histórias e talentos visibilizados na série “Diaspóricas”. 

“A gente vem buscando visibilizar o lado das transgressões com as pessoas negras e não o lado da violência, porque geralmente quando a gente vê pessoas negras na mídia hegemônica as narrativas são sempre construídas por pessoas brancas que nos colocam nesse lugar de subalternizados, nos papéis de babá, de bandido e de empregadas domésticas. Então a gente vem trazer o outro lado da coisa, o lado que a gente tá transgredindo”, afirmou Ana Clara. 

Diaspóricas

A série está totalmente disponível no canal do youtube Diaspóricas. Os episódios da segunda temporada também já estão disponíveis e possuem cerca de 15 minutos, cada um. São cinco semanas com episódios de novos, sendo que o último reúne as quatro protagonistas num só. Segundo Ana Clara, diretora da série, o projeto também vai para TVs locais e nacionais.

“E depois a gente tem o plano de expandir esses cinco episódios para um longa-metragem, para conseguir habitar o circuito de cinema nacional e internacional, assim como aconteceu na primeira temporada”, disse. A primeira temporada da série goianiense chegou em festivais de São Paulo, Nova York, Roma, Chile, Rússia e Nigéria.

*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta matéria, o destaque é para o ODS 10 – Redução das desigualdades.

Leia mais: