(Foto: Montagem / Sagres Online)

Os secretários de Meio Ambiente, Andreia Vulcanis, e da Saúde, Ismael Alexandrino, revelaram à Sagres 730 com exclusividade nesta quinta-feira (2) duas novidades: a área de transporte será transferida da pasta do meio ambiente para a Secretaria de Desenvolvimento e Inovação e os hospitais públicos, terceirizados ou privados conveniados com o Estado passarão a ser fiscalizados pela SES.

As duas mudanças fazem parte da segunda parte da reforma administrativo, elaborada pela Secretaria de Administração a partir de sugestões colhidas junto a todos os órgãos da administração direta e indireta. O projeto já está no Gabinete Civil, à espera de formação da base aliada do governo na Assembleia Legislativa, para ser enviado para apreciação dos deputados estaduais.

De acordo com a secretária Andreia Vulcanis, com a transferência da área de mobilidade urbana, o representante da Sedi é quem participará das discussões e decisões da Câmara Deliberativo do Transporte Coletivo (CDTC), que faz a gestão do sistema de transporte na região metropolitana de Goiânia. Andreia participou da reunião da CDTC em 17 de abril que decidiu pelo aumento da tarifa de 4 reais para 4,30, mas observa que sua participação foi provisória.

A novidade na Secretaria de Saúde, informou o secretário Ismael Alexandrino, é a criação da Superintendência de Performance, com duas gerências, na também na segunda parte da reforma administrativa. Uma gerência vai se dedicar exclusivamente a acompanhar e fiscalizar as organizações sociais (OSs) que administram 18 unidades de saúde em Goiás. A segunda será responsável por executar o mesmo trabalho junto às demais unidades administradas pelo próprio Estado e aos hospitais privados conveniados com o governo. Ismael explicou que o Estado acompanha o cumprimento de metas e os números da gestão, mas afirma que isso ainda é pouco.

O secretário revelou a criação da estrutura de fiscalização ao ser questionado por um ouvinte da Sagres se o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), OS gestora do Hospital Materno-Infantil (HMI) teria responsabilidade sobre os problemas detectados pela Superintendência Regional do Trabalho (SRT) no HMI. Por conta das de problemas nas instalações elétricas, qua aumenta probabilidade de incêndio, entre outras falas, a SRT determinou a interdição do hospital em até 10 dias, contados a partir desta terça-feira (30). 

Em junho vence o contrato do Estado com o IGH e o governo fará chamamento público para contratação de substituto. O secretário admite a necessidade de avaliar a responsabilidade da OS na conservação e manutenção do prédio onde funciona o Materno-Infantil, assim como uma atuação mais constante na fiscalização de todas as OS. “O Estado deve ter a mão mais forte, avaliar com mais frequência a gestão dessas organizações”, disse.