(Rubens Salomão)
O governador Ronaldo Caiado (DEM) visitou na tarde desta terça-feira (22) a Assembleia Legislativa e apresentou as contas do estado em reunião da Comissão Mista. Assim que chegou, concedeu entrevista coletiva em que pediu o apoio dos deputados estaduais para a aprovação de projetos enviados pela governadoria, com destaque à primeira parte da reforma administrativa, além do decreto que declara estado de calamidade financeira em Goiás.
Na entrevista, o governador foi questionado sobre os salários atrasados dos servidores do Executivo referentes ao mês de dezembro. Ele confirmou a transparência em relação ao caixa do estado, mas não garantiu que a folha seja prioridade. Citou os pagamentos para as Organizações Sociais, que administram os hospitais do estado.
“Eu trouxe aos seus colegas deputados estaduais, o extrato bancário de hoje. Então eu vou apresentar para a sociedade o extrato bancário todo dia, agora vai ter o momento em que a sociedade vai decidir, se eu vou ter a condição, e isso eu não abro mão, de salvar vidas como médico sou, além Governador que me honra muito, mas eu sou médico, eu não vou admitir a situação que os hospitais hoje. A partir de agora, eu vou direcionar um percentual capaz de resgatar um pouco essa condição. Você viu que todo caixa que eu tinha, nós pagamos 100% salário do mês de janeiro. Eu trouxe para os deputados o que tem na conta do Estado, eu vou todo dia, se quiserem eu vou apresentar o extrato da conta bancária do Estado de Goiás, qual o melhor maneira que você tem para dizer qual é a prioridade?”.
Ronaldo Caiado ainda foi questionado sobre a possibilidade de greve dos servidores estaduais. Os mais adiantados são os da Educação, que já buscam adesão a movimento paredista desde segunda-feira. Segundo o SINTEGO, professores de 18 escolas em Rio Verde estão parados, além de Águas Lindas, Caldas Novas, Trindade, Caçu, Silvânia, Luziânia, Palmeiras e Orizona. O governador não acredita que as greves tenham apoio pelo estado.
“Eu sei que o Goiano tem uma vertente muito mais de solidariedade, amor ao próximo e no momento em que vê o governo transparente, eu apresentando as contas e que o Estado tem um caixa para pagar, eu acho que realmente eu terei o apoio da população para fazer as reformas que eu tenho que fazer. Eu não posso governar um Estado aonde 7 milhões de goianos trabalham exclusivamente para sustentar a máquina do Estado”.












