A Celg ainda nao tem data definida para aplicar o reajuste autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de 11,3%. Segundo o presidente da empresa, Carlos Silva, o aumento só irá ocorrer depois que a empresa ficar adimplente com o setor elétrico, ou seja, fazer a repactuação e pagar as dívidas com o segmento.

“A data prevista no cronograma seria a partir de 12 de setembro. É claro que não será possível porque a Celg precisa voltar a estar adimplente com os fundos setoriais, com a Eletrobrás, a Aneel, a Cachoeira Dourada, que nós devemos cerca de 200 milhões, é uma conta antiga”, explicou Carlos Silva, em entrevista à RÁDIO 730.  

Segundo o presidente da estatal, o pagamento das dívidas só será possível depois que o acordo com o governo federal para liberação de empréstimo de R$ 3,7 bilhões for concretizado. “Nós não temos um prazo definido, ainda não temos um prazo para aplicação das tarifas. Isso aí depende se a Celg conseguir concluir essas negociações”, afirmou.   

Carlos Silva fez questão de ressaltar que o reajuste para o consumidor residencial terá um índice menor do que os 11% autorizado pela Aneel. “A tarifa para o residencial vai subir em torno de pouco mais de 6%, é uma tarifa bem mais branda, mais acessível, e que não vai causar nenhuma demanda, nenhuma despesa a mais para o cidadão goiano”, garantiu.

De acordo com o presidente da Celg, mesmo com o aumento das tarifas, a empresa gioana é uma que das que possui as menores taxas do país. “O estado de Goiás tem a segunda menor tarifa do país. Nós temos uma tarifa que é muito pequena, e ela vai ficar bem abaixo ainda, talvez entre as menores do país”, assegurou.