Goiás exportou no primeiro semestre de 2021 $ 4,76 bilhões, atingindo o nível mais elevado de toda série histórica. O em relação ao ano mesmo período de 2020 foi de14,35%. Em entrevista à Sagres, o Superintendente de Atração de Investimentos Internacionais, Plínio Viana, afirmou que todo governo gosta de ter superávit, mas que Goiás tem uma particularidade.
“É muito bom ter saldo comercial porque a economia goiana começa a ter mais mais dinheiro correndo aqui dentro. Porém, as importações de Goiás são extremamente positivas porque são de insumos. Quando vemos o saldo da balança comercial goiana diminuir um pouco, imediatamente a gente olha nas importações vemos que são produtos de alto valor agregado que vem compor insumos para a indústria goiana”.
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O superintendente afirmou que o Estado tem industrializado a maioria dos produtos que exporta, então mesmo que sejam commodities, hoje há um maior valor agregado em cima das exportações goianas.
“Açúcar é uma commodity e olha o tanto de gente que ela emprega, na plantação, na colheita, numa usina de açúcar, ela é commodity. Então, assim, a carne que a gente exporta, não é o boi em pé. A carne é uma commodity e ela passa por tudo um processo de frigorificação, de abate, tratamento, embalagem. Temos vários empregos gerados com os frigoríficos em Goiás, com as usinas de álcool, de etanol, de açúcar e são commodities. Então, primeiro o goiano tem que deixar esse complexo de que exporta só coisa de baixo valor agregado”, explicou.
Plínio projetou ainda que como a demanda do mundo é por grãos, Goiás poderia produzir até cinco vezes mais. “Nós temos pedidos atrás de pedidos, o mundo precisa de comida, desses insumos. A tendência é que desenvolvendo políticas acertadas e agregando valor, cada vez mais haja uma dependência mundial pela produção de alimentos do Brasil”.








