O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) promove na manhã desta sexta-feira (27) o Abraço em Defesa da Escola Pública e Contras a Organizações Sociais (OSs), ao redor do Colégio Lyceu de Goiânia, no centro da capital.

O abraço, que teve início às 9h, é um protesto contra o projeto do Governo de terceirizar as escolas da rede estadual de ensino e, consequentemente, a transferências das escolas para as OSs. A Presidente do Sintego, Bia de Lima, em entrevista ao repórter Jerônimo Junio, da Rádio 730, ressalta a oposição do movimento em relação à medida.

“Ao abraçar o Lyceu, nós queremos abraçar todas as escolas públicas do Estado de Goiás. Nós lutamos para que tenhamos escolas com estrutura, condições de trabalho, com qualidade de ação para os alunos, e que a gente possa, ao defender as escolas, ter os mesmos investimentos que o governo pretende repassar para as OSs, que os repasse para a escola pública, e verá o quanto nós poderemos fazer mais e melhor”, afirma.

O Sintego afirma que o projeto do Governo era abranger inicialmente 20 escolas do Município de Águas Lindas, mas que atualmente são mais de 300 em todo o Estado, e que a secretária de Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira, teria garantido que as medidas seriam tomadas em conjunto com trabalhadores e sociedade. O sindicato, porém, observa que está acontecendo o oposto, e exige que haja investimentos na educação pública.

“O problema é que há muito tempo o governo estrangula as escolas públicas, não repassa o dinheiro para as escolas, que estão acabando, à míngua, enquanto o governo agora pretende passar dinheiro para as OS’s e acabar com a gestão democrática”, reclama Bia de Lima.

O novo modelo prevê que as unidades escolares sejam selecionadas para firmar contrato para gerir 30% das escolas das subsecretarias dos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade e do Entorno do Distrito Federal, além de 25% das escolas das demais subsecretarias.

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