O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, participou de audiência pública na Assembleia sobre a concessão por parte da prefeitura dos serviços de água e esgoto para a Saneago. O vice-prefeito, falando como membro do PMDB, criticou a empresa, para ele, a maior poluidora dos rios da capital.
Ao comentar a atual negociação entre o governador Marconi Perillo e o prefeito Paulo Garcia sobre a renovação da concessão, Agenor Mariano disse que, antes de qualquer decisão, é preciso regularizar o contrato:
“A maior prova de que está sem contrato é a conversa que começou entre as duas partes. Se existissem contrato em vigência, não teria a necessidade de conversar um processo de legalização. Se existe contrato, não está em vigor e precisa ser renovado. Isso tem que ser feito mediante licitação”.
Agenor, que presidiu comissão da prefeitura que avaliou a concessão há dois anos, negou que tenha sido meramente substituído na fase atual do processo de negociação pelo secretário de finanças, Jeovalter Correia:
“Não houve isso. Foi uma má interpretação, há quase dois anos que a comissão está extinta. Ela cumpriu seu trabalho e entregou ao prefeito todas as possibilidades legais que ele tinha. No momento em questão, não estamos tão preocupados com a questão contratual da Saneago, o PMDB está preocupado com a ilegalidade do aumento que se quer aplicar no próximo mês”.
Questionado se Jeovalter Correia estaria à frente da negociação com o governo, o vice-prefeito de Goiânia desconversou e assinalou que fala a respeito da Saneago apenas como membro do PMDB:
“Não tenho conhecimento de quem está na negociação. Até porque eu falo disso em nome do PMDB e não da prefeitura”, finaliza.
*Texto de Mirelle Irene










