Vice-presidente da CPMI do Cachoeira no Congresso, o petista Paulo Teixeira, de São Paulo, afirmou que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deverá enfrentar um depoimento “pedreira” na Comissão.

Embora o PSDB tenha proposto um pacto de não agressão aos petistas e peemedebistas em troca da blindagem de Marconi Perillo, Paulo Teixeira duvidou que a ideia seja aprovada.

Pesou contra Marconi Perillo a declaração de que espera uma atitude de estadista do ex-presidente Luiz Inácio da Silva. O governador goiano disse ter a expectativa de que Lula não guarde contra ele ressentimentos da época do escândalo do Mensalão.

Marconi Perillo irá prestar depoimento na comissão sobre sua relação com o empresário Carlinhos Cachoeira e se diz alvo de “perseguição política” por “episódios do passado”.

Em 2005, no auge do Mensalão, Marconi Perillo revelou que havia avisado Lula sobre a existência do esquema.

O governador disse que vai entregar e mostrar no Congresso os cheques de R$ 1,4 milhão que recebeu na venda de uma casa onde foi preso Cachoeira, em fevereiro.