O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) publicaram nesta segunda-feira (4) a cartilha Saúde Ocular na Infância para orientar pais e professores sobre saúde ocular na fase escolar.

Em 16 páginas, o material traz números da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a saúde ocular das crianças e faz recomendações sobre o desenvolvimento constante da visão baseado nos marcos visuais que começam quando ainda somos bebês. Veja na imagem abaixo:

Marcos visuais do bebê (Fonte: cartilha Saúde Ocular na Infância)

É importante que os pais observem os marcos visuais para saber quando há a necessidade de buscar um oftalmologista. A cartilha traz informações sobre vários problemas de visão, como conjuntivite, terçol, uso correto de óculos e sobre maquiagem infantil.

Em nota, o CBO destacou que a cartilha oferece aos pais e aos professores “orientações práticas e seguras para cuidar da visão das crianças e adolescentes” e alerta que se os problemas de visão não forem tratados, podem evoluir para quadros como baixa visão e cegueira.

A OMS afirma que 80% dos casos de cegueira infantil poderiam ser prevenidos ou tratados por meio do diagnóstico precoce, mas o CBO alerta que muitos desses problemas não apresentam sintomas claros no início. Portanto, a cartilha reforça a importância de pais e professores estarem atentos a sinais como dificuldade para enxergar a lousa, aproximação excessiva de livros e telas e dores de cabeça frequentes.

Reforça ainda que o exame oftalmológico completo é indicado ao menos duas vezes na infância: entre os 6 e 12 meses e entre os 3 e 5 anos. 

Saúde ocular (Imagem: cartilha Saúde Ocular na Infância)

Confira temas abordados nas seis seções da cartela:

Conjuntivite e terçol

A seção Quadros Oculares Comuns apresenta condições frequentes que podem afetar os olhos das crianças. A conjuntivite viral, de acordo com a publicação, causa vermelhidão, coceira e secreção nos olhos. Para aliviar os sintomas, recomenda-se o uso de compressas frias e boa higiene, evitando o compartilhamento de objetos pessoais.

Já para o terçol, uma espécie de elevação ou bolinha dolorosa encontrada na pálpebra, a recomendação é aplicar compressas mornas e massagear a região suavemente.

Outro problema comum citado na publicação é a obstrução do canal lacrimal, que se manifesta pelo lacrimejamento constante, sobretudo em bebês. Massagens suaves no canto dos olhos, de acordo com o CBO, ajudam a desobstruir o canal. Se o problema persistir após o primeiro ano de vida ou apresentar complicações, a orientação é procurar ajuda médica.

Telas

Outro destaque da cartilha trata do impacto do uso excessivo de telas na saúde ocular de crianças. Para evitar o cansaço da vista e problemas a longo prazo, a recomendação é evitar exposição a telas antes dos 2 anos e limitar o uso em até três horas diárias na adolescência.

“A regra 20-20-20, a cada 20 minutos de tela, olhar para algo a seis metros de distância por 20 segundos, é uma prática recomendada para aliviar o esforço visual. Além disso, atividades ao ar livre, com exposição solar indireta, ajudam no desenvolvimento saudável da visão”, detalhou o CBO.

Acidentes domésticos

A cartilha orienta ainda para o uso de óculos de proteção durante atividades manuais, além de cuidados ao manusear objetos cortantes e atenção ao armazenamento de produtos químicos fora do alcance das crianças.

Para crianças que utilizam óculos ou lentes de contato, o acompanhamento médico periódico é citado pela cartilha como essencial para ajustar a graduação e garantir o uso correto e seguro.

*Texto da Agência Brasil com alterações

*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta matéria, o ODS 03 – Saúde e Bem-Estar e o ODS 04 – Educação de qualidade.

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