O Partido dos Trabalhadores (PT) se prepara para as eleições 2022 com três planos: palanque em todos os estados para Lula, que concorrerá para o governo federal; composição de bancadas de deputados estaduais e federais, além da formação de chapas majoritárias; e composição de alianças com partidos de centro e esquerda. Em Goiás, o ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Goiás Wolmir Amado confirmou sua pré-candidatura e afirmou que o PT está aberto ao diálogo para formação de novos acordos.

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“O fato é que estou com muita disposição […] Conversei durante cinco meses com pessoas dentro do partido, mas também com outras lideranças partidárias para ver as possibilidades de aliança. Foram pelo menos 100 reuniões, que depois culminaram com a reunião no sábado passado, quando fui muito bem acolhido, o que me deixou bastante confortável dentro do partido. Agora, tem os desdobramentos seguintes porque teremos uma reunião com a executiva nacional do PT”, detalhou Wolmir.

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Ao falar que Goiás tem o “partido do esperando”, com políticos que ainda não tomaram nenhuma decisão e optam por esperar mais definições, o ex-reitor afirmou que o PT age na frente pois já conta com “experiência de gestão, conhecida no país”. “Por isso não estamos esperando, estamos dialogando, construindo possibilidades de governabilidade”, apontou.

Wolmir destacou que seu nome é o único apresentado no PT em Goiás e que o partido já tem agenda para visitar cidades goianas. “Há uma aceitação, mas, de modo formal, ainda não, porque ainda temos passos para serem dados”, contou.

O pré-candidato detalhou ainda que entre as suas conversas, falou com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha. Segundo Wolmir, o político sempre esteve aberto ao PT, assim como para outros partidos. “Mendanha dá muitos sinais simultâneos, talvez esteja num momento de discernimento. Ele enfrentou uma situação traumática no partido, saindo depois de tanto tempo da sigla que o pai também participou. Não é fácil romper com isso tudo, desfazer laços com amigos de longa jornada, laços que se estremeceram”, destacou.

Sem acordo

Para as eleições em 2022, o PT tem uma condição inegociável para fechar alianças: o parceiro precisa estar disposto a dar palanque para o ex-presidente Lula, que deve disputar o pleito.

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“Ou apoia e dá palanque para o Lula ou não temos como fazer aliança. Alguns têm dúvidas porque não querem assumir polarizações, querem esperar terceira via, outros esperam que o Moro seja uma terceira via. Se for o Moro, o partido não apoiará nem no segundo turno, porque foi muito traumático todo o processo que o envolveu, deixou sequelas”, encerrou o pré-candidato.

Assista à entrevista no Sagres Sinal Aberto: