Iris e Caiado durante reunião no Paço Municipal na tarde desta segunda-feira (17) (Foto: Divulgação)
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, recebeu nesta segunda-feira (17) em seu gabinete, o governador eleito Ronaldo Caiado. Durante o encontro, foi firmado um compromisso de parcerias de forma geral entre os dois poderes para retomada de obras na capital.
“Ele (Iris) terá total parceria por parte do governo do Estado de Goiás. Total. Meu objetivo é o de buscar, junto a prefeitos que queiram desenvolver o estado, que tenham espírito público”, afirmou o governador eleito.
Em entrevista coletiva, Iris Rezende foi questionado sobre a Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o andamento das obras na capital, como o BRT e a Maternidade Oeste. O prefeito disse que já reiniciou os trabalhos na futura unidade de Saúde. “Não é uma coisa de um dia para o outro, eu não posso abrir uma licitação hoje ou recomeçar uma obra para daqui a 30 dias paralisar uma obra porque a prefeitura não pagou a empresa. Vamos reiniciando de acordo com os recursos existentes”, esclareceu.
Iris disse que discutiu sobre o transporte coletivo com o governador eleito. “Os dois poderes, municipal e estadual, de mãos dadas, poderemos dar um impulso muito grande nas soluções dos nossos problemas, a começar pelo transporte coletivo que é um dos mais graves. Não devemos aqui adiantar medidas, nessa hora, porque devemos esperar que o governador se imposse, assuma o poder, designe pessoas por parte do Estado, e eu designarei técnicos aqui por parte da prefeitura, e essa comissão deve definir o qe deverá ser feito”, argumentou.
Em relação ao orçamento estadual, cuja votação na Assembleia Legislativa ficou marcada somente para a segunda quinzena de janeiro, Ronaldo Caiado afirmou que só terá condições de discutir o tema depois que tiver acesso à realidade econômica de Goiás.
“Nós temos que ter uma realidade dentro daquilo que está orçado como receita ser real. Do contrário, eu vou estar fazendo um ‘orçamento fake‘. Um orçamento que prevê-se uma arrecadação, não tem, e daqui a pouco tem um orçamento com R$ 3,4 bi de orçamento negativo. A partir de janeiro teremos uma missão no Tesouro Nacional, no Ministério da Fazenda, da Previdência, e aí sim teremos uma radiografia bem clara da realidade financeira do Estado de Goiás, e aí é o momento de colocarmos em discussão e votação o projeto”, pontuou.













