Na sua primeira partida como mandante no Campeonato Brasileiro, o Vila Nova venceu o Paysandu por 2 a 0 no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. O triunfo da equipe colorada, que atuou em compromisso válido pela 2ª rodada da Série C no sábado (15), teve os gols dos atacantes Lucas Silva e Henan.
Entrevistado pelo repórter Rafael Bessa à Sagres, Hugo Jorge Bravo, presidente do Vila Nova, analisou que “hoje foi um jogo em que encaixamos um gol logo no início e isso deu uma tranquilidade momentânea. Posteriormente, tivemos a expulsão de um adversário, mas mesmo assim o Paysandu se comportou bem. Teve um momento de muita felicidade do Fabrício, no qual poderia ter mudado todo o ritmo da partida, mas graças a Deus a bola não entrou através das mãos salvadoras do Fabrício”.
O dirigente também ressaltou que “a nossa equipe ainda está em evolução. Temos jogadores que estão na segunda partida pelo clube, e isso tem que ser destacado. Chegaram aqui no dia 1º de agosto, ou seja, estão com duas semanas. O nosso treinador é muito arrojado, que sempre busca o ataque, e isso é algo positivo. Foi uma grande partida e uma pena não ter tido público, porque tenho certeza que seria com casa cheia e a torcida sairia daqui muito feliz com esse resultado, igual acredito que estejam de casa”.
Na sua visão, “vamos passar esse final de semana pelo menos um pouco mais tranquilos. Os torcedores, né, eu estou preocupado em arrumar o dinheiro, porque a situação está realmente delicada. Só tenho a agradecer ao torcedor por vir à loja e fazer o sócio-torcedor, e não tem outro caminho. Todo o nosso trabalho foi planejado com base em bilheteria e um jogo como esse daria para fazer 150, 200 mil de receita, o que seria um refrigério para nós, mas não temos. Pelo contrário, aqui só temos saída”.
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Com o resultado, o Vila Nova assumiu a liderança do seu grupo de forma momentânea. Para Hugo Jorge Bravo, “é uma vitória que nos dá uma tranquilidade de ter conquistado três pontos, mas que nos deixa 26 do nosso objetivo. Ou seja, ainda estamos muito atrás. Todo jogo é uma decisão, porque estabelecemos uma meta de classificação de 30 a 32 pontos, então ainda faltam 26. Falta uma jornada gigantesca e todo mundo aqui tem humildade”.
Destaque para o jovem atacante Caíque, de 20 anos, que chegou este ano no clube e “entrou com personalidade. Um garoto sub-20 ainda, mas que tem um potencial enorme. As pessoas às vezes não sabem, mas tivemos problema na escalação por causa do sistema duas horas antes do jogo, e isso, mais uma vez, mexe muito. Mas também não estou para condenar a CBF, porque quando ligamos para pedir apoio, e explicamos a situação, eles prontamente nos atenderam e permitiram que fizéssemos a implementação no sistema”.
No caso, o recurso ainda não havia sido aceito, por isso “o Rodrigo (Alves) e o Adalberto, que tiveram contato com a covid e já estavam recuperados, mas pelo sistema – e temos que entender que ainda estão em fase de implementação – estava travando, como se ainda estivessem com o problema. Só que o problema com eles aconteceu dois meses atrás, são atletas plenamente recuperados, e buscamos os nossos direitos, que era de colocá-los em campo”. Adalberto foi o capitão do time e Rodrigo Alves entrou no segundo tempo.











