Com quase 100% dos leitos de UTI e de Enfermaria destinados ao tratamento de pacientes com a Covid-19, o secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso, afirmou que a situação na capital, “ é muito grave e de calamidade”. O gestor comentou as medidas anunciadas no final de semana para conter o avanço do coronavírus na cidade. Atividades não essenciais estão impedidas de funcionar por mais 7 dias.
De acordo com o secretário, em janeiro a taxa de ocupação de leitos de UTI era próxima de 60%. Durval Pedroso explicou que à medida que houve um crescimento na demanda por leitos hospitalares, gradativamente o Município buscou aumentar a oferta.
O secretário relatou que em janeiro eram cerca de 140 leitos de UTI abertos e que hoje são 254 leitos de UTI e outros 161 de Enfermaria. Durval Pedroso explicou que há uma previsão de mais 100 leitos, sendo 50 de Enfermaria e outros 50 de UTI no Hospital das Clínicas da UFG. Para isso, é preciso a chegada de mais equipamentos e estruturação de mais equipes de trabalho.
O gestor relatou que uma UTI com dez leitos demanda em torno de 71 profissionais. Ele explicou que nos últimos dez dias, subiu de uma forma muito considerável a quantidade de casos da Covid-19 e que rapidamente a taxa de ocupação saiu de 70% para mais de 90%.
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Durval Pedroso disse que a situação é muito grave, de calamidade. “Lógico, o colapso é iminente. Todas as vezes que passamos da taxa de 80%, saímos do nosso gatilho de segurança e todas as vezes que ultrapassamos 90% a situação é crítica e praticamente uma situação de calamidade”, disse.
O secretário completou que hoje há pacientes contaminados com a Covid-19 que estão na espera por leitos de UTI e de Enfermaria.
“A situação que estamos vivendo é muito grave, de calamidade, hoje temos pacientes aguardando nos cais, nas upas, vagas tanto de enfermaria, quanto de UTI”, disse o secretário municipal de Saúde.
Flexibilização
Na semana passada, para que ocorresse uma flexibilização seria necessário que a taxa de ocupação de leitos ficasse abaixo de 70% por cinco dias consecutivos, o que para esta semana é pouco provável que aconteça.
Durval Pedroso relatou que este não é o único parâmetro, mas que há outras medidas sendo analisadas, entre elas a de um escalonamento regional, como já fez Aparecida de Goiânia.
“Esse não será o único ponto a ser avaliado, existe também a necessidade avaliação da taxa de transmissibilidade e no decreto consta o surgimento de um grupo de trabalho, um comitê metropolitano que avalie os dados para se propor o retorno das atividades. Sobre a metodologia de escalonamento foi utilizada em Israel e se flexibilize por regiões e setores a possibilidade da circulação de pessoas. Mas o decreto primeiro precisa funcionar para depois ser cogitada a flexibilização”, explicou.
Transporte Coletivo
Quanto ao transporte coletivo, em que houve diversos relatos nesta segunda-feira (8), de superlotações, o secretário argumentou que a fiscalização não é capaz de contemplar no mesmo momento todos os locais. Há uma orientação no decreto para que passageiros sejam transportados sentados.









