Responsável pela coleta de assinaturas da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que vai investigar irregularidades na concessão de licenças ambientais pela Agência Municipal de Meio Ambiente de Goiânia (AMMA), o vereador Elias Vaz (PSOL) foi o entrevistado do Clube da Notícia nesta quarta-feira (20). Ele falou sobre a proposta que já conta com o número mínimo de assinaturas necessárias para sua instalação.

A movimentação dos vereadores começou após o Ministério Público Estadual deflagrar a Operação jeitinho, que levava à possibilidade de troca de favores e influência dentro da AMMA e que aponta o suposto envolvimento de dois vereadores: Paulo Borges (PMDB) e Wellington Peixoto (PSB).

Segundo Elias Vaz, diante do quadro, o episódio demonstra a instrumentalização da agência. “Temos a obrigação de não ser omissos nessa situação. Entendemos a necessidade da CEI, diante dos indícios claros de irregularidades dentro daquele órgão. Não quero fazer pré-julgamento, eles [vereadores] têm direito à defesa, mas a Câmara não pode ser omissa”, ressalta.

Para o vereador, o fato coloca licenças ambientais adquiridas recentemente, sob suspeita. Como exemplo, ele citou a construção do Shopping Passeio das Águas, na região norte da capital, ao lado do Córrego Caveirinha. “Na época se rondou muito que haviam irregularidades. Com esses fatos, isso fica em suspeição.”daniel

2014 em pauta

O Deputado Estadual Daniel Vilela (PMDB), também participou da entrevista. Ele arguiu o fato de ter colegas do partido envolvidos na Operação. Segundo ele, isso não convém e ofereceu punição aos culpados. “É uma situação independente. Se há um problema tão grave como ocorreu, é preciso se aprofundar no processo, em detrimento da culpabilidade ou não do vereador. São questões frágeis. Se tiverem culpa, devem ser punidos”, avalia.

Sobre a pretensão de ser pré-candidato ao governo em 2014 pelo PMDB, Daniel Vilela se esquivou e afirmou que apesar do sonho, espera a escolha do melhor nome por parte da legenda. “Na verdade é um momento de muita especulação. Governar é um sonho de todos, mas eu tenho os pés no chão, é preciso cautela e não é essa aminha intenção. Meu partido, provavelmente terá um candidato próprio ao governo e essa discussão será feita a partir de 2014”.