As autoridades chinesas informaram hoje (6) que o número de mortos no naufrágio de um navio no Rio Yangtzé, na última segunda-feira (1º), subiu para 396. Quarenta e seis pessoas continuam desaparecidas.
De acordo com o governo chinês, há apenas 14 sobreviventes entre as 456 pessoas que estavam a bordo da embarcação.
O número de mortos subiu rapidamente depois que as equipes que trabalham no local do naufrágio, no maior rio do país, conseguiram virar o navio, depois de várias manobras, de acordo com a agência chinesa de notícias Xinhua.
Das 456 pessoas que viajavam no Estrela Oriental, a maioria aposentados que faziam turismo, apenas 14 sobreviveram. Entre os sobreviventes, estão o capitão e o chefe das máquinas, que conseguiram sair do barco antes do naufrágio, que já é considerado o maior acidente marítimo na China em décadas. O navio, com 76 metros de comprimento e quatro andares, seguia de Nanjing para Chongqing, duas grandes cidades por onde passa o Rio Yangtze.
Os parentes dos mortos e desaparecidos reclamam da falta de informações das autoridades e pedem para ver os corpos das vítimas. “Queremos ver os corpos dos nossos familiares, alguns creem que o governo os quer ocultar. Temos o direito a enterrá-los”, disse Xia Yunchen, irmão de um dos tripulantes do Estrela do Oriente.
Mais de 100 barcos e quase 5 mil pessoas, entre elas 1.840 soldados e 1.600 agentes de polícia, foram mobilizados para as operações de busca e salvamento, indicou a imprensa oficial. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, já se deslocou para o local do naufrágio, uma região com 15 metros de profundidade, situada em Jianli, na província de Hubei.
Com quase 20 anos de serviço e capacidade para transportar 534 pessoas, o Dongfangzhixing fazia regularmente passeios turísticos no Yangtze, terceiro maior rio do mundo depois do Nilo e do Amazonas, com 6.300 quilômetros de extensão.
Da Agência Brasil











