A segunda matéria da Rádio 730 e do Portal 730 mostra o lado familiar de Fernando Lúcio Costa. Fernandão não era apenas um gigante na altura (1m90). Era um gigante também como pessoa, como conta uma das suas filhas, personagem do nosso especial em homenagem ao atacante, que faleceu no dia 7 de junho de 2014, em Aruanã, interior do estado de Goiás, vítima de um acidente de helicóptero, que também vitimou outras quatro pessoas.
A mais velha dos três filhos de Fernandão, Thaynà Costa, de 16 anos, está cursando o 2º ano do Ensino Médio em Goiânia e tem convivido com o sentimento de saudade desde o falecimento do seu grande exemplo. Em entrevista ao repórter Juliano Moreira, da Rádio 730, a jovem conta em quais momentos sente mais falta do seu pai. “Nas férias principalmente. Eu morei pouco tempo com ele e era nas férias que a gente viajava ou encontrava e ficava na casa dele mesmo. No aniversario dele (dia 18 de março) foi bem ruim, pois a última vez que falei com ele foi nessa data (no ano passado)”.
Acompanhe a entrevista de Thaynà Costa, filha de Fernandão:
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Thaynà revelou que uma conversa com o pai foi marcante e que uma frase dita por ele ficou na sua memória. “Em julho de 2013 a gente estava em Aruanã, tendo uma conversa de pai e filha, e ele disse para eu nunca desistir dos meus sonhos, por mais que ninguém acreditasse, para eu nunca desistir e sempre acreditar no meu potencial. Eu vou levar isso para sempre dentro da minha cabeça e antes de dormir sempre penso nisso”.
A garota também lembrou momentos da carreira do atleta e falou sobre o assédio e o carinho que o ídolo recebia de torcedores. “Lembro dele mais do Inter para frente. Internacional, São Paulo, Goiás quando ele veio em 2009, mais na primeira vez dele no Goiás só por vídeo mesmo. Não tinha ciúmes dele. Desde pequeninha estava acostumada a ver ele dando autógrafo, tirando foto. Mas sempre fui tranquila, meu pai sabia diferenciar as coisas”.
A idolatria e o carinho dos torcedores do Internacional é algo fantástico, como conta a filha de Fernandão. “Nós vimos em dezembro do ano passado, na inauguração da estátua, o tanto que eles tem meu pai como ídolo, como alguém querido. Eles amam meu pai mesmo”.
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A jovem admite que as lembranças do pai sempre aparecem, nos mais diversos momentos. “Sinto a presença dele principalmente quando consigo realizar alguma coisa. Sinto ele perto e sei que ele está vendo eu realizar meus sonhos e meu crescimento”.
Por fim, Thaynà revela o que diria ao pai, exemplo dentro e fora de campo. “Tanta coisa. Depois do acidente, a gente para pra pensar em tanta coisa que podia ter falado e não falou, mas eu acho que falaria que amo ele muito e que ele sempre foi meu ídolo não só no futebol, mas como pessoa também. Muita gente chega me contando histórias de coisas que meu pai fez que marcou a vida dela e isso é muito bom. Foi meu ídolo dentro de campo e, principalmente, fora, por tudo que ele fez e ensinou a gente”.













