O chamado Manto da Nossa Senhora, na Região Central de Goiânia, que engloba toda a área entre as avenidas Paranaíba, Tocantins e Araguaia, terá velocidade máxima limitada nas vias em 40 km/h. O projeto está pronto e será apresentado na próxima quinta-feira ao prefeito Paulo Garcia (PT). Ele deve bater o martelo para que a mudança seja implantada pela Secretaria Municipal de Trânsito, com a implantação de radares nas vias.

O objetivo da Prefeitura é aumentar a segurança na parte mais movimentada do centro para pedestres e ciclistas e reduzir o número de acidentes, já que em 2014 foram registrados 1,4 mil na Região Central. Além disso, a intenção é diminuir o impacto dos danos causados em possíveis batidas e atropelamentos.

O secretário de Trânsito, Andrey Azeredo, detalha o projeto da “Área 40”:

“O prefeito tem um cuidado especial com os pedestres e ciclistas, que são os mais frágeis no trânsito. Assim, a ideia do Área 40 pode parecer paradoxal, mas com a redução de velocidade é ampliada a capacidade de percepção e a segurança é maior. Assim também os carros andam mais juntos e cabem mais carros na via, andando de forma contínua”.

O secretário explica também o porquê da velocidade máxima ter sido escolhida em 40km/h:

“Foi feito um estudo técnico que aponta qual a velocidade necessário para que os condutores tenham as reações adequadas caso surja algum imprevisto. Como nosso foco é a segurança do pedestre e do ciclista, a velocidade que permite um bom deslocamento deles com o trânsito em segurança é essa de 40km/h”.

Andrey Azeredo avalia que a preocupação maior nesse caso deve ser com os pedestres e não com os condutores: “Nós não estamos preocupados com os condutores que por lá passam, mas sim para as pessoas que por lá estão, sejam residentes, estudantes ou trabalhadores que estão desempenhando suas atividades”.   

Caso seja aprovado pelo prefeito Paulo Garcia, o projeto de Área 40 será implantado no Centro já na próxima semana. 

O Manto da Nossa Senhora, composto pelas avenidas Araguaia (esquerda), Paranaíba (abaixo) e Tocantins (direita):

gynj