Na despedida da Copa do Mundo de 2010, a África do Sul – seleção anfitriã – deu a primeira alegria para o torcedor da casa, que chegou a sentir o gosto da classificação para as oitavas de final.

O time comandado pelo brasileiro Parreira entrou em campo precisando vencer e torcer para que o Uruguai batesse o México. Além disso, a África do Sul precisava tirar uma diferença de cinco gols de saldo para ganhar a vaga no lugar do México.

Quase deu. Contra a desorganizada França, os “Bafana, Bafana” abriram uma vantagem de dois gols, e tiveram chance de fazer mais, mas deixaram a França descontar: 2 a 1. Do outro lado, o Uruguai venceu o México por 1 a 0 – resultado que garantiu a classificação das duas equipes.

Parreira quebrou uma marca pessoal e pela primeira vez venceu uma partida na Copa do Mundo com uma seleção que não é a brasileira. Mas a África do Sul também quebrou uma marca ruim e se tornou a primeira seleção anfitriã a ser eliminada na primeira fase na história do Mundial.

ESPERANÇA DOS “BAFANA BAFANA”

Precisando dar uma resposta para o torcedor, decepcionado com as duas primeiras partidas, a seleção da casa começou partindo para cima da desestruturada França, abalada por problemas internos.

Logo com um minuto de partida, Shabalala lançou Mphela na área. O centroavante tentou dominar, mas, marcado por Clichy, perdeu o controle da bola, que saiu pela linha de fundo.

A seleção francesa respondeu aos oito minutos. Clichy cruzou na área da esquerda, Cisse subiu sozinho e cabeceou, mas Josephs defendeu com segurança.

Empolgado com a força da arquibancada, a África do Sul abriu o placar aos 20 minutos. Depois No cruzamento na área, Lloris saiu muito mal, Khumalo aproveitou e cabeceou firme, abrindo o placar para os sul-africanos. 1 a 0.

Na sequência, o time da casa ainda teve duas chances de ampliar. Aos 22, em nova cobrança de escanteio, Tshabalala cruzou na marca do pênalti. Lloris não saiu e Mphela dividiu com a zaga francesa, que conseguiu afastar o perigo. Na sequência, Mphela avançou pela intermediária e chutou rasteiro. A bola passou muito perto da trave direita do goleiro.

Aos G24, Gourcuff foi expulso pelo lado francês e a inimaginável classificação sul-africana parecia ficar cada vez mais perto. Aos 36, Tshabalala cruzou na área rasteiro. A zaga afastou, e na sobra, Masilela chutou rasteiro novamente. A bola cruza a frente do gol e foi completada por Mphela no segundo pau. 2 a 0.

VITÓRIA, MAS SEM VAGA

Na segunda etapa, a equipe sul-africana continuou melhor. Aos cinco, Tshabalala deu ótimo passe na área para Mphela, que chutou na saída de Lloris. A bola tocou caprichosamente na trave direita e saiu pela linha de fundo.

Aos 11, nova chance. Mphela recebeu na entrada da área na meia direita, ajeitou e chutou forte. Lloris saltou para espalmar pela linha de fundo. Quase.

Mas a esperança dos anfitriões começou a se desfazer aos 24 minutos. Ribéry foi lançado na meia direita e cruzou rasteiro. O goleiro Josephs sai mal e Malouda completou para o gol livre, diminuindo para os franceses.

Mesmo melhor em campo, o time da casa – nervoso e afoito – não conseguia ampliar. Do outro lado, o placar magro do Uruguai sobre o México também não ajudava. A primeira vitória veio, mas a classificação não, para a decepção dos empolgados anfitriões, que agora tocarão as vuvuzelas para outras seleções na sequência do mundial.

FICHA TÉCNICA – FRANÇA 1 X 2 ÁFRICA DO SUL

Local: Estádio Free State, em Bloemfontein (África do Sul)
Data: 22 de junho de 2010, terça-feira
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Óscar Ruiz (Colômbia)
Assistentes: Abraham González e Humberto Clavijo (ambos da Colômbia)
Cartão amarelo: Diaby (França)
Cartão vermelho: Gourcuff (França)
Gols: FRANÇA: Malouda, aos 25 minutos do segundo tempo; ÁFRICA DO SUL: Khumalo, aos 20, e Mphela, aos 37 minutos do primeiro tempo

FRANÇA: Lloris; Sagna, Gallas, Squillaci e Clichy; Diarra (Govou), Diaby, Gignac (Malouda), Gourcuff e Ribéry; Cissé (Henry)
Técnico: Raymond Domenech

ÁFRICA DO SUL: Josephs; Ngcongca (Gaxa), Mokoena, Khumalo e Masilela; Sibaya, Khuboni (Modise), Pienaar e Tshabalala; Mphela e Parker (Nomvethe)
Técnico: Carlos Alberto Parreira