O governo federal tem feito estudos no sentido de viabilizar um programa de transferência de renda, dando continuidade ao auxílio emergencial para atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a pandemia da Covid-19. Ser por um lado, há uma pressão social para que o governo retome a ação, por outro, parte do mercado financeiro é contra, por entender que não será respeitado o teto de gastos. O deputado federal José Nelto (Podemos) critica o setor.
“Eu quero é que o mercado se lasque. Não estou preocupado com o mercado agora. É só dinheiro, só vê lucro. Estou preocupado com a vida, com o ser humano. O que adianta ter mercado e ter multidões saqueando supermercados? O mercado tem ganhado muito dinheiro. Eu defendo o auxílio de uma forma equilibrada, em R$ 300,00”, argumentou José Nelto.
A nova rodada do auxílio emergencial prevista para 2021 deve atingir mais de 40 milhões de brasileiros. O custo do auxílio emergencial em 2021 seria entre R$ 8 bilhões e R$ 12,5 bilhões por mês.
O Ministério da Economia afirma, ainda, que o programa pode durar três ou quatro meses. Com isso, o governo pagaria entre R$ 24 bilhões e R$ 50 bilhões pelo benefício. No ano anterior, o montante gasto foi de R$ 322 bilhões.
Os valores podem ficar entre R$ 200 e R$ 250 por beneficiário. Além disso, a equipe econômica também estuda eliminar o pagamento em dobro para mães solteiras, realizado em 2020.
A projeção do governo é realizar um filtro do programa, com foco na população que pertence às camadas mais baixas de pobreza. A quantidade de pessoas a receber o auxílio deve incluir os beneficiários do programa Bolsa Família.






