Ex-Superintendente do Tesouro Estadual, Fernanda Maria Silva de Faria prestou depoimento nesta terça-feira (5) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa possíveis irregularidades nas contas de 2010 do governo de Alcides Rodrigues. Ela foi convocada a depor depois que o Presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (AGETOP), Jayme Rincón denunciou que nos últimos 60 dias do Governo anterior, o Sistema de Programação Orçamentária e Financeira do Estado (SIOF-NET), administrado pela Secretaria da Fazenda, teria sido desligado várias vezes, chegando a permanecer fora do ar durante quatro dias.
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Segundo ele, a ação era planejada para que informações fossem “omitidas”: “Retirava o sistema do ar para fazer alterações e ajustes na base de dados”, acusou. “Os responsáveis pelo sistema só aceitavam essa solicitação via e-mail pois tinham plena consciência de que isso era ilegal”, disse ainda.
No depoimento desta terça-feira, Fernanda explicou que o SIOF movimenta toda a parte orçamentária e financeira, abrangendo os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. “Após logar na interface de usuário, a pessoa tem os níveis de acesso. Cada um, no órgão, tem um nível de acesso à determinadas funções. Tem todo uma rotina de procedimento no sistema sempre com registros”, relatou.
Ela admitiu que houve desligamentos do sistema, no entanto, argumentou que estes foram procedimentos feitos dentro da normalidade. Segundo ela, esta não era uma ação que dependia de determinação da Sefaz. “São normais ocorrerem. É um sistema que está em funcionamento 24 horas. Tem que ficar claro que isso ocorre por motivos que não são exclusivos de solicitações da Superintendência do Tesouro Estadual”, argumentou.
Após colher o depoimento da Ex-Superintendente do Tesouro Estadual, Fernanda Maria Da Silva Faria, os parlamentares se reunirão somente no dia 16 de agosto, quando os técnicos do Tribunal de Contas do Estado apresentarão um relatório preliminar do trabalho desenvolvido pela Comissão.













