É inegável que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tem gerado preocupação pelo risco de contaminação, isolamento, desemprego e incerteza sobre o futuro. No entanto, o momento pode ser de aprendizado e evolução, de procura de formas de inovar e se adaptar.
Em entrevista ao Tom Maior da SagresTV, nesta terça-feira (2), o coach e educador financeiro Estêvão Daltro apresentou uma figura pedagógica para desenvolver o estado emocional de uma pessoa durante a pandemia.
O gráfico aponta que as pessoas podem seguir diferentes caminhos no dia a dia. Mas o importante, segundo Estêvão, é se perguntar “que tipo de pessoa quer ser durante a Covid-19?” A resposta pode levar ao medo, aprendizado ou ao crescimento. “Qual é a pessoa que a gente quer ser, como a gente quer se manifestar, como que a gente quer estar interagindo com essas situações que são externas a nós?”, propôs.
“Essa imagem trás uma reflexão interessante. Na zona do medo, as pessoas excedem os cuidados, ficando com pavor, medo exagerado e ficar reclamando das coisas; na zona da aprendizagem, as pessoas tomam para si a responsabilidade das escolhas dela, ou seja, o que acontece externamente, seja no aspecto emocional ou financeiro. Assim, a pessoa vai pensar antes de agir, ela vai fazer as coisas de uma forma mais consciente e não tão reativa; e por último tem a fase do crescer, do compartilhamento do que a gente está vivendo, compartilhando o que a gente está vivendo, o que a gente acha que poder ser relevante para as pessoas, envolver em causas sociais e com a própria família”, ilustra.
Estêvão levantou uma reflexão sobre qual zona as pessoas mais se encaixam, e a variação de uma zona para a outra. “Basicamente, a questão é em que lugar nós estamos nos colocando. Será que a gente está 100% em uma dessas zonas? Às vezes não, às vezes a gente está na zona do medo em um determinado dia, no outro a gente está na zona do aprendizado, e depois podemos estar em uma condição de florescimento. É um bom estudo para as pessoas se questionarem, como estão se enquadrando nesses três eixos”, afirma.
Contudo, o gráfico é apenas uma figura pedagógica, no qual linhas fazem uma fusão entre elas. De acordo com Estevão, é difícil as linhas ficarem divididas exatamente como a realidade. “Acho muito importante o processo de autoconhecimento, de você estar se percebendo como você está, em termos de emoção, de atitudes e etc. Você deve fazer essa autocrítica de qual zona está, e conseguir buscar suas âncoras. Cada pessoa tem seu jeito de se reconectar com o seu melhor, e a gente está buscando o nosso melhor”, ressalta.
“O objetivo aqui, é sair de uma situação animalesca de reatividade, buscando um caminho para o senso comum. No entanto, é um trabalho contínuo, diário, cada um pode perceber isso a partir do seu nível de alto conhecimento e ter a disposição de ouvir críticas construtivas das outras pessoas”, conclui.
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