Na prática, o voto dado no candidato de um determinado partido, na eleição proporcional, não poderá contribuir para a eleição de um candidato de outro. O presidente do PT em Goiânia, deputado estadual Luís Cesar Bueno, afirma que a legenda está preparada qualquer situação, mas admite que é contra a mudança.
“Entendo que a coligação é um instrumento importante desde que mantenha o princípio ideológico de aproximar partidos que tenham concepções parecidas. Nesse sentido, é preciso mantê-la”, defendeu, em entrevista à repórter Nathália Lima, da RÁDIO 730.
O sistema atual de coligações permite a dispersão do voto popular em favor de diversos partidos aliados nas eleições proporcionais. O vereador do PMDB, Agenor Mariano, acredita que essa prática precisa ser alterada e defende a emenda.
“O que está sendo feita é a adequação de uma nova interpretação com relação a fidelidade partidária. Se o mandato pertence ao partido e você faz uma coligação na proporcional, fica um pouco impossibilitado. É uma incoerência no processo manter-se o rito atual com de fidelidade partidária com coligações proporcionais. Penso que é uma questão de coerência eleitoral”, argumenta.
Democracia
Já para o presidente do PC do B em Goiás, deputado estadual Fábio Tokarski, se a proposta for aprovada será um retrocesso. Ele alerta que é uma medida que favorece as “grandes” legendas.
“Temos que avançar no sentido de ter mais democracia e participação. A coligação é um instrumento para partidos com programas comuns se unirem. Será a proibição da união. Interessante é que essa matéria só origina nos partidos com grande poder econômico. Se um partido não quer se coligar, basta ele fazer isso, não precisa proibir”, dispara.
O deputado estadual Fábio Sousa, presidente do PSDB em Goiânia, de certa forma, comunga de opinião parecida com a do comunista. Ele argumenta que a mudança pode ser positiva, mas ressalta que ela precisa ser realizada de forma adequada.
“É algo que vem fortalecer os partidos que tem ideologia e representam algo pro sistema eleitoral brasileiro. Mas acabar só tem sentido se o voto for majoritário, ou você vai ver a perpetuação das mesmas pessoas no poder, os partidos grandes vão continuar grandes e os emergentes não vão crescer”.













