Em reunião realizada nesta segunda-feira (18), na sede da Federação Goiana de Futebol, a FGF, foi colocada em pauta medidas para que o Ministério Público volte atrás na decisão de interditar o Serra Dourada, por não oferecer condições mínimas de segurança aos torcedores. Uma das sugestões colocadas em pauta foi a setorização das arquibancadas para os clássicos, destinando 15% para o time visitante.
O diretor jurídico do Goiás, Dr. João Bosco Luz, que representou o time na reunião, mostrou ser contra a decisão de setorizar o estádio. A solução para ele seria deixar como está ou fazer jogos com torcida única e uma medida como esta poderia deixar os ânimos dos torcedores exaltados:
“O Goiás não concorda com isso. No primeiro momento, o jogo que será realizado agora é Vila Nova x Goiás, tendo o Vila como mandante e o Goiás como visitante. Nesse caso, nós ficaríamos com 10% dos ingressos. Isso iria apenas mexer com o emocional do torcedor”, afirma.
Ao final do encontro, ficou decidido que os laudos da PM, dos Bombeiros e da Vigilância Sanitária deverão ser concluídos e apresentados até a próxima quarta-feira (20). Para João Bosco Luz, para o Serra Dourada chegar ao ideal no quesito segurança para o torcedor, grandes mudanças deverão ocorrer:
“A solução rápida é necessária. Mas para o Serra Dourada, não existe possibilidade de se encontrar uma resposta rápida. Um grande resultado imediato exige investimento alto, planejamento, orçamento e uma série de situações que antecede as decisões. Para se resolver tudo que precisa, hoje está inviabilizado”, ressalta.
Nos últimos dias existiu a ameaça de, na 1ª rodada do Goianão, o Serra Dourada ainda estar interditado, ocasionando a alteração do clássico para o Onésio Brasileiro Alvarenga, o OBA, estádio do Vila Nova. Diretor Jurídico do Goiás, João Bosco Luz se mostrou seguro quanto a realização do jogo no palco maior do futebol goiano:
“Se as autoridades públicas apresentarem os laudos e disserem que o Serra Dourada está apto para realizar jogos com segurança para o torcedor, não é o Goiás, o Vila Nova ou o Atlético que vai questionar. Vamos apenas mandar nossos jogos”, comenta.
O Goiás aguarda uma definição entre os órgãos públicos competentes para, só depois, apresentar uma posição oficial sobre a situação. João Bosco Luz espera que haja solução:
“Não saímos satisfeitos, nem insatisfeitos. O que foi discutido aqui, no primeiro momento, refere-se ao Campeonato Goiano, mas não especificamente ao Goiás ou a qualquer outro time. É uma questão meramente da Federação, do Ministério Público, que propôs uma ação, e da Agetop. E compete a eles buscar uma solução do problema. Só depois que tem que discutir com o Goiás, e demais participantes da competição, as medidas que serão adotadas”, confirma.












