As grávidas têm até quatro vezes mais chances de desenvolver quadros graves de dengue e terem complicações como parto prematuro. A preocupação com a saúde das gestantes aumenta a cada dia, uma vez que o país passa por um surto da doença: o Brasil tem 1 milhão de casos prováveis de dengue, já registrou 363 óbitos confirmados e tem outros 763 em investigação. 

As gestantes estão entre os grupos mais vulneráveis em desenvolver a forma mais grave da doença por causa do sistema imunológico compartilhado com o bebê. Pois a dengue favorece o surgimento de quadros hemorrágicos e afeta a cadeia plaquetária. Estudo mostram que ao ser infectada com poucos meses em gestação, a mulher pode, inclusive, sofrer um aborto espontâneo. 

O parto prematuro é um risco em caso de infecção entre os segundo e terceiro trimestres de gravidez. Além disso, uma pesquisa internacional com participação do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) avaliou que o quadro de dengue hemorrágica aumenta em 2,4 vezes a chance de o bebê nascer prematuro.

Cuidados

O Ministério da Saúde lançou em março a cartilha “Manual de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Dengue na Gestação e no Puerpério’’ para aumentar os cuidados com as gestantes. Sendo assim, o material informativo irá auxiliar os profissionais da saúde para este cuidado, uma vez que já houve um aumento de 345,2% no número de casos de dengue em gestantes nas primeiras seis semanas do ano.

*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta matéria, o ODS 03 – Saúde e bem-estar.

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