Aparecida de Goiânia completa 99 anos na próxima terça-feira (11).  O local é a segunda maior cidade de Goiás, com população estimada em torno de 600 mil habitantes. A localização estratégica é o diferencial da cidade. Situada na Região Metropolitana de Goiânia, a 70 km de Anápolis e 210 de Brasília, tem como principal meio de acesso à rodovia BR-153. A posição privilegiada faz do município um polo estratégico para investimentos na industrialização, na distribuição de produtos e no atendimento a importantes mercados consumidores, sendo a vizinha Goiânia o principal deles.

Aparecida tem 41 mil empresas instaladas na cidade. São 4499 industriais, 17 mil 384 prestacionais, 13 mil comerciais e 6117 de outros tipos. Os distritos empresariais de Aparecida de Goiânia surgiram no início da década de 1990. A época eram graves os problemas na cidade e a industrialização colaborou para diminui-los.

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Uma preocupação do Poder Público é de melhorar condições para quem já está no município concedendo, por exemplo, escrituras. A cessão de áreas públicas em Aparecida de Goiânia se faz através de termo de cessão, que é um documento público, celebrado entre o município e a empresa.

Este instrumento não possibilita aos empresários a obtenção de financiamentos junto a alguns bancos. A área é cedida e não doada, não podendo o empresário negociá-la ou oferecê-la como garantia.

Hoje há uma lista de espera de cerca de 400 empresas que querem se instalar em polos da cidade. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marlúcio Pereira, hoje a atratividade é maior e Aparecida consegue escolher que tipo de empresa atuará nos polos.

 “Há 25 anos atrás quando você chamava uma empresa para se instalar em Aparecida, você tinha que doar uma área, dar incentivo fiscal, fazer terraplenagem e muita gente não queria. Mas Graças a Deus que esse tempo passou. A fila de espera é grande. Aparecida chegou ao patamar de escolher o tipo de empresa que você quer na cidade, a que gera mais empregos, que gera mais divisa, que polui menos. Hoje você pode escolher”, destacou Marlúcio.

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Em tempos de pandemia, tudo está um pouco mais difícil, há um desafio de conciliar a preservação da vida e da economia. O presidente da Associação, Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), Leopoldo Moreira Neto, destaca este desafio dentro da cadeia industrial.

“A indústria produz para o comércio, quando o comércio fecha, a indústria sofre também, pois diminui a demanda, os pedidos. A indústria pequena trabalha pra média e a média a pra grande. Todos são afetados. Conviver com a pandemia, e não matar o comércio, esse é um desafio”, disse o presidente.

Para os cem anos de Aparecida, em 2022 há desafios como a modernização industrial. Investimentos em novas tecnologias têm crescido na indústria. Para isso, há a necessidade aplicação de recursos em educação para que pessoas capacitadas continuem ajudando a empresas se desenvolverem e consequentemente contribuindo para o crescimento de Aparecida.