O Brasil registrou uma redução significativa de 46% nos focos de incêndio no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontou um total de 19.277 focos de fogo entre janeiro e junho deste ano, frente a 35.938 no ano anterior.

O levantamento do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA), da UFRJ, também aponta tendência de queda, com 47% menos focos de calor: 17.608 registros até 23 de junho de 2025, contra 33.368 em 2024, segundo a Folha de S. Paulo. A redução está associada a medidas adotadas pelo governo federal após a grave crise ambiental enfrentada no ano passado.

Segundo o INPE, os estados com maior número de queimadas no primeiro semestre de 2025 foram:

  • Mato Grosso – 3.538 focos (18,4%)
  • Tocantins – 2.623 focos (13,6%)
  • Bahia – 1.992 focos (10,3%)
  • Maranhão – 1.946 focos (10,1%)
  • Pará – 1.203 focos (6,2%)

O Pará, que tradicionalmente lidera o ranking de queimadas, caiu para a quinta posição, registrando redução de 37% em comparação com os seis primeiros meses de 2024. A participação do estado no total nacional caiu para 5,3%.

Áreas queimadas

A área queimada no Brasil também apresentou forte recuo. Na primeira quinzena de junho, foram queimados 91,3 mil hectares, uma queda de 87% frente aos 703,8 mil hectares do mesmo período de 2024.

Além disso, Pampa, Mata Atlântica e Pantanal não registraram áreas queimadas até o momento — um contraste com o cenário crítico de 2024. Na Amazônia, Caatinga e Cerrado, a diminuição nos incêndios foi de aproximadamente 80%.

Segundo André Lima, secretário de Controle do Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a redução reflete ações estratégicas do governo, como a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

“A expectativa é que tenhamos menos incêndios este ano, apesar de estarmos no terceiro ano consecutivo de chuvas abaixo da média. Estamos focando em fortalecer o sistema de proteção ambiental e avançar com políticas preventivas”, afirmou Lima.

Apesar da queda nos números, o MMA alerta que os meses mais críticos para os incêndios florestais no Brasil são julho, agosto, setembro e outubro, quando a estiagem costuma se intensificar. A expectativa, no entanto, é que os focos de incêndio em 2025 continuem abaixo dos níveis de 2024.

*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU). ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima.

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