Presidente Marcelo Almeida, do Goiás, mostra incômodo por clube ainda não ter conseguido o patrocínio master na temporada (Foto: Sagres 730)

Em uma conta bem otimista, o Goiás chegou a estabelecer um teto orçamentário de R$ 100 milhões. Para isso, precisaria ter ótimo desempenho nas competições nacionais e também êxito em várias relações comercias. Porém, por enquanto, está longe disso. Eliminado na segunda fase da Copa do Brasil e ainda sem patrocínio máster, o clube começa a rever as contas.

Nos últimos dois anos, o Goiás foi patrocinado pela Caixa, com R$ 2,8 milhões por ano e mais aditivos. Porém, com a mudança de governo, o investimento da estatal chegou ao fim e desde então, o esmeraldino não conseguiu um novo parceiro comercial.

No quarto mês do ano e sem a perspectiva de um acordo com algum patrocinador, o presidente Marcelo Almeida lamenta a situação e justifica a baixa visibilidade do Campeonato Goiano.

“Isso me incomoda muito (ainda não ter o patrocínio). Mas tem vários culpados para isso. O grande culpado é o momento político-econômico do nosso país. É difícil para uma empresa. E quem for pegar um patrocínio máster, tem de ser uma empresa com grande potencial. Hoje todas as empresas vivem um momento delicado. É difícil vir para o futebol e ter a incerteza do retorno”, definiu o dirigente.

Eliminado de forma precoce na Copa do Brasil, com apenas dois jogos nas duas primeiras fase, os quatro primeiros meses do Goiás foram dedicados ao Goianão. A competição teve grande polêmica antes do início por conta dos direitos de transmissão. Após muita discussão e negativas de alguns clubes, a TV Anhanguera adquiriu o torneio. Mesmo assim, Marcelo Almeida não considera o estadual com uma boa visibilidade.  

“O nosso CEP não ajuda. O nosso Campeonato Goiano é extremamente deficitário, um campeonato onde a visibilidade é ruim e o atrativo é pequeno. Então eu pergunto quem é que vai patrocinar um clube que esteja disputando um regional sem visibilidade? Isso é um problema”, explicou.

A partir do dia 28 deste mês, o Goiás vai disputar o Campeonato Brasileiro. São 38 jogos até dezembro contra os principais clubes do futebol nacional. Com isso, Marcelo Almeida aposta em um novo modelo de negociação para o clube.

“Vamos virar esse jogo em breve. Quando começar a Série A, o grau de visibilidade, os nossos adversário serão times de visibilidade, de expressão; Aí sim vamos virar o jogo e nossa camisa vai ficar cheia de patrocinadores”, prometeu.

Desde a saída de João Grego, há dez dias, o Goiás busca um novo gestor de marketing. Desgastado após o caso Sidão, por ter organizado um pronunciamento do goleiro para explicar a polêmica entrevista em que o camisa 12 disse ter sido uma “descida” na carreira ter trocado o São Paulo pelo Goiás, João Grego era quem buscava um novo patrocinador máster para o clube.

Questionado se a saída de Grego afetaria a busca por patrocínios, Marcelo Almeida garantiu que não.

“Não voltamos à estaca zero porque o princípio, a instituição está aqui. O marketing funciona quando você tem uma marca poderosa na mão, fica fácil trabalhar. Quem tem a grande importância não é a equipe de marketing, é a marca Goiás Esporte Clube. Talvez, sem ser pretensioso, é a marca mais forte do Estado de Goiás. Infelizmente tivemos essa mudança, mas nas próximas horas vamos divulgar o nosso parceiro”, explicou.

Por fim, o presidente esmeraldino disse que não houve atritos na saída de João Grego do clube.

“A saída do nosso gestor aconteceu porque ele queria desenvolver projetos pessoais, projetos dele, e que iam de encontro com os interesses do Goiás. Não dava para misturar uma coisa com a outra . Foi uma saída totalmente harmoniosa. O João Grego é um excelente profissional, é meu amigo, mas a vida é assim. As páginas viram e a vida segue”, encerrou.