Sagres em OFF
Rubens Salomão

Marconi reage a aliança DEM-MDB e aponta que Daniel Vilela adota incoerência

O ex-governador e atual presidente regional do PSDB, Marconi Perillo reagiu neste fim de semana a críticas feitas por Daniel Vilela (MDB) às gestões do PSDB, na reunião em que a executiva emedebista confirmou decisão por aliança com o DEM, do governador Ronaldo Caiado. Marconi postou que Daniel se vende a Caiado e escreveu que o presidente do MDB tenta “justificar sua fragilidade, sua fraqueza e incoerência” ao aderir ao governo “criticando e sendo injusto com outras pessoas”.

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Perillo tenta apontar incoerência de Daniel Vilela, ao incluir no post um vídeo, do início de 2019, em que o presidente do MDB critica o governador Ronaldo Caiado. “Para agradar seu novo chefe, o coronel político Caiado, Danielzinho vira cabo de chicote do poder e faz ataques rasteiros. Não tem argumentos para justificar sua adesão e usa dos mesmos métodos de ódio do novo chefe, agindo como um aprendiz de coronelzinho político”, escreveu Marconi.

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Vídeo postado pelo próprio Daniel mostra momento da reunião entre emedebistas em que Daniel manda crítica indireta contra as conversas realizadas entre Gustavo Mendanha e Marconi Perillo. “O que meu pai (Maguito Vilela) e o próprio Iris entendem como não se aliar é com pessoas que não se tem convergência, principalmente de princípios. Não tem convergências morais, de pessoas que praticaram e tentaram perpetuar as piores práticas políticas nesse estado ao longo de muitos anos”, disse.

Foto: Post de Marconi Perillo com críticas a Daniel Vilela e Caiado. (Crédito: Reprodução)

Educação

A Assembleia Legislativa avalia projeto para que a Rede Pública Estadual de Ensino de Goiás ofereça conteúdo com noções básicas sobre a Lei Federal 11.340/2006, a Lei Maria da Penha. A proposta, do deputado Bruno Peixoto (MDB), foi recebida pela Diretoria Parlamentar na última semana.

Justificativa

O parlamentar destaca que o objetivo do projeto é contribuir para o conhecimento da comunidade escolar sobre a lei, prevenindo e evitando práticas de violência contra as mulheres; além de explicar sobre a necessidade de efetivação de registros nos órgãos competentes de denúncia dos casos de violência.

(Foto: Marcos Kennedy/Assembleia Legislativa)

Avanço

A Lei Maria da Penha completa 15 anos em 2021 e é o principal instrumento legal para coibir e punir a violência doméstica praticada contra as mulheres. A Organização das Nações Unidas (ONU) a considerou como uma das mais importantes leis do mundo no tema do combate à violência doméstica.

Dois lados

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro e aliados atacam governadores e prefeitos que implementam  a exigência de apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19 para frequentar espaços públicos e privados, a memória da Câmara Federal registra projeto de Lei do atual ministro das Comunicações para instituir “passaporte da vacina”. O presidente disse recentemente que tentaria impedir medidas semelhantes.

Matéria

O ministro Fábio Faria apresentou projeto de lei que propunha o chamado “passaporte da vacina” na rede de ensino pública quando era deputado federal, em 2019. O projeto determinava que a carteira de vacinação fosse requisito para matrícula escolar em todos os níveis de educação e também de universidades, quando o aluno fosse menor de idade.

(Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil)

Outros tempos

O ministro agora afirma que o contexto na ocasião era outro, pré-pandêmico, e que o projeto de lei tratava de vacinas obrigatórias. O texto não chegou a ser votado em plenário.

CPI

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) adiantou que vai pedir o indiciamento do presidente Bolsonaro (sem partido) por prevaricação no parecer de seu relatório na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado. O motivo é que Bolsonaro não levou aos órgãos de investigação a denúncia sobre irregularidades na negociação para a compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde.

Foto: Senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante sessão da CPI da Covid. (Crédito: Jeferson Rudy/Senado)

Crimes

Calheiros ainda deve incluir práticas que caracterizam crime de responsabilidade. “Gabinete paralelo, imunidade de rebanho, bloqueio às vacinas e prevaricação. Essas coisas todas estarão contidas no relatório”, disse o relator em entrevista ao O Globo.

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