A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (3), a Operação Circuito Fechado para apurar desvio milionário do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Estão sendo cumpridos nove mandados de prisão temporária e 44 de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, em São Paulo, em Goiás e no Paraná. Os crimes teriam sido cometidos por meio de contratações fraudulentas da empresa Business to Technology (B2T), do ramo de TI.

A ação integra a segunda fase da Operação Gaveteiro, deflagrada em 6 de fevereiro deste ano com o objetivo de apurar o desvio de R$ 50.473.262,80 do Ministério do Trabalho, por meio da contratação irregular da mesma empresa. Buscas estão sendo feitas na sede do DNIT, em Brasília.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 40 milhões nas contas dos investigados, bem como o sequestro de seis imóveis e 11 veículos. Os suspeitos teriam cooptado servidores públicos para a criação artificial de uma demanda direcionada para contratação dos produtos com cláusulas restritivas que impediam a habilitação de outras empresas concorrentes.

Segundo a Polícia Federal, além de direcionar a contratação, os agentes públicos teriam forjado a necessidade de aquisição de valores milionários em licenças, suporte técnico, consultoria e treinamento.

As apurações indicam que os servidores cooptados teriam feito pesquisa de preços maculada por ilicitudes, inserindo empresas participantes do esquema. Segundo a PF, os gestores já estavam previamente orientados a fornecer propostas com valores bem acima daqueles efetivamente praticados no mercado.