A investigação da Polícia Federal sobre o mensalão do Distrito Federal fecha cada vez mais o cerco contra o governador interino, Paulo Octávio (DEM). Ele nega ter sido beneficiado, mas é acusado de receber propina do esquema de corrupção revelado pela Operação Caixa de Pandora, deflagrada em novembro. 

Os dois aliados de Paulo Octávio, o ex-policial Marcelo Toledo e o ex-secretário de governo José Humberto Pires, tiveram  suas casas revistadas pela Polícia.

A Policia Federal teria apreendido na empresa da qual Pires é sócio parte das notas que tinham sido marcadas para investigar as ramificações do suposto esquema de propina no Distrito Federal.

As notas tinham sido marcadas por Durval Barbosa, delator do suposto esquema e que gravou o governador José Roberto Arruda e outros políticos recebendo dinheiro.

Contudo, o advogado de Paulo Octávio diz que o governador interino, que enfrenta pedidos de impeachment, não é “alvo da Policia Federal”.

Além  da desconfiança da Policia Federal e de ser alvo de pedidos de impeachment na Câmara Legislativa, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octavio, corre o risco de responder a processo de expulsão no DEM.