O setor de Turismo será o último a retomar plenamente as atividades por causa da pandemia. É o que analisa o economista Luiz Carlos Ongaratto em entrevista ao Sagres em Tom Maior desde terça-feira (20).
“Muito se deve à permanência da pandemia a longo prazo, com o passar dos meses. Quando a gente fala em turismo, muita gente pensa que é lazer, aquela viagem de férias, mas a economia do turismo é responsável por grande parte da movimentação dos nossos aeroportos inclusive com o turismo de negócios. Também tem o turismo de eventos, de fim de semana, de shows”, afirma.
Em razão da Covid-19, foram 384 mil postos de trabalhos perdidos em 2020, o que corresponde a 45% do total de vagas fechadas na economia brasileira até agosto. O setor responde por quase metade da perda de empregos no país. “Para esse ano dificilmente a gente vai ter a volta das feiras de negócios, de grandes eventos dentro dessa área”, avalia Ongaratto.
Outro fator determinante para essa estimativa são os grandes eventos, inclusive as tradicionais festas nos municípios do interior, que só deverão voltar a acontecer no próximo ano.
“Esses eventos foram remanejados para o próximo ano, e muitos que aconteciam no primeiro semestre de 2020, vão acontecer apenas no segundo semestre de 2021. Isso, infelizmente é um problema com o qual a gente vai conviver”, conclui.
Ministros do Turismo das nações que compõem o G20, incluindo o Brasil, participaram de uma reunião para debater os desafios do setor em meio à pandemia. O grupo conclui que uma resposta positiva da atividade pode ser o motor para uma recuperação mais rápida da economia.
Confira a entrevista na íntegra no Sagres em Tom Maior #123













