(Foto: Luara Ariel)
Umberto Louzer, treinador do Vila Nova, participou do programa “Debates Esportivos” desta quarta-feira, 9, na Rádio Sagres 730. Ex-jogador, iniciou a carreira fora dos gramados nas categorias de base do Paulista, trabalhou como auxiliar técnico do Guarani, depois assumindo o comando do Bugre, em 2018.
No Tigrão, chega para substituir Hemerson Maria, que dirigiu o clube por um ano e meio e acumulou sucesso nos clássicos (não foi derrotado pelos rivais em 10 partidas), mas amargou o “quase” no Goianão e no tão sonhado acesso na Série B.

(Foto: Luara Ariel)
Confira os principais temas da entrevista abaixo:
Perfil de contratações
“Quando fui contratado, a ideia, inclusive do Felipe (Albuquerque, então diretor de futebol) era a manutenção do maior número de atletas, além de contratar os que já trabalharam comigo ou com algum membro da comissão, para priorizar não só a parte técnica, mas também a comportamental, dentro e fora de campo, para manter a harmonia que foi criada no Vila Nova”.
Felipe Rodrigues
“Tinham outras indicações do Felipe, do Éder e as minhas indicações, do Kevin e do Felipe. Por ter jogado mais vezes, o Kevin foi procurado por vários clubes e acabou acertando com o rival. Conheço o Felipe desde a época que jogava e nos ajudará bastante. É um atleta novo, com potencial, que joga também como volante”.
Sucessão do Hemerson Maria
“Primeira coisa é dar parabéns ao Hemerson e assim o fiz, quando o encontrei no Curso (de treinadores da CBF), pois desenvolveu muito bem um trabalho e deixou um legado. Cada profissional tem sua metodologia, sua maneira de pensar futebol. Eu prezo muito por propor jogo e gosto do futebol jogado para frente, com velocidade, equipe que se movimenta bastante”.
Estilo da equipe em 2019
“O Vila está há 13 anos sem ganhar o título. Falei para os atletas que, em algum momento, alguém vai chegar e conquistar isso. Então temos nossa oportunidade de marcar o nome na história do Vila Nova. Para isso, vamos trabalhar muito. E nosso outro grande objetivo é o acesso à primeira divisão. Vamos precisar muito do apoio do torcedor para conseguir esses objetivos. Podem esperar uma equipe muito competitiva e aguerrida. O primeiro desafio é ser melhor do que o ano anterior”.
Clássicos
“Temos de vencer os jogos, ter performance e, claro, os clássicos são campeonatos à parte. Tive a oportunidade de jogar alguns clássicos enquanto atleta, então vamos trabalhar bastante, buscando dar uma conotação maior para essas partidas, é claro. O peso é diferente. Dizer o contrário é hipocrisia. É um campeonato dentro da competição”.
Início de pré-temporada e “correr certo”
“Futebol é um jogo de movimento. Você pré-determina algumas situações, mas você não pode mecanizar e tirar a criatividade do atleta, porque os jogos são definidos no último terço do campo. Não adianta fazer meus dois extremos, quando for jogar assim, para chegar abaixo da linha dos volantes. Se assim o fizerem, terão um percurso muito grande para chegar até o gol e, provavelmente, estarão fadigados e não terá uma clareza maior para o drible ou finalização. Acredito que o dever do treinador é dar soluções para o atleta para que ele possa potencializar o que tem de bom”.
“Tem me agradado a forma como os atletas têm absorvido nossas instruções. Tanto receber a teoria, quanto a execução. Muitas vezes você passa informação, mas não dá tempo para o atleta assimilar. É algo que temos de entender, afinal cada atleta recebe de uma forma, tem uma cultura dentro de si diferente”.
Possibilidade de Alan Mineiro, Danilo e Elias atuarem juntos
“Eu gosto de jogador bom. No Guarani, joguei com três meias camisas 10, que eram o Rondinelly, Longuine e Matheus Oliveira. Claro que não vão jogar todos os jogos, mas os jovens também sentem pela intensidade. É saber ocupar os espaços e ter jogadores inteligentes facilita. Não descarto a possibilidade de jogar com esses três atletas”.
Novas contratações
“Estamos buscando um atacante de beirada, com maior velocidade. Não é descartada a possibilidade de trazer um volante. Estaremos no mercado observando atletas com qualidade, que possam vir e acrescentar no decorrer da temporada e deixar nosso grupo ainda mais homogêneo”.
“Sobre o meia Rafael Longuine, não existe negociação no momento. É um jogador de muita qualidade, que faz muitas funções e que está treinando e pertence ao Santos, o que dificulta qualquer coisa, apesar de ser um atleta muito interessante”.
{source}
<iframe width=”100%” height=”166″ scrolling=”no” frameborder=”no” allow=”autoplay” src=”https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/556430655&color=%23ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&show_teaser=true”></iframe>
{/source}











